Política / Congresso
Hugo Motta diz que pedido de CPI do Banco Master será analisado pelo regimento da Câmara
Presidente da Câmara afirmou que seguirá regras internas ao tratar pedidos de investigação sobre o banco liquidado pelo Banco Central
17/05/2026
13:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou neste domingo, 17 de maio, que os pedidos de criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o Banco Master terão “tratamento regimental”. A declaração foi dada a jornalistas em Brasília, após o parlamentar participar de uma corrida em comemoração aos 200 anos da Câmara dos Deputados.
“Vamos cumprir o regimento da Câmara, que é o que tem que nortear a decisão do presidente”, disse Hugo Motta, sem detalhar prazos ou indicar qual pedido poderá avançar.
A possível abertura da CPI passou a ser alvo de disputa entre governo e oposição, que tentam assumir o protagonismo da investigação sobre irregularidades atribuídas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. Daniel Vorcaro está preso e, segundo informações divulgadas, negocia uma delação premiada.
No Congresso, há diferentes pedidos para abertura de investigação parlamentar sobre o caso. Apesar disso, a instalação da CPI ainda enfrenta resistência política e depende de decisão das presidências das Casas Legislativas.
O tema ganhou novo fôlego após o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e aliados defenderem a criação da comissão. A movimentação ocorreu depois de reportagem do The Intercept Brasil revelar que Flávio teria pedido uma contribuição de US$ 24 milhões a Daniel Vorcaro.
Segundo o senador, os valores seriam destinados ao patrocínio de um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A eventual CPI do Banco Master pode ampliar a pressão política sobre diferentes grupos no Congresso, já que o caso envolve suspeitas financeiras, atuação do banco antes da liquidação e possíveis relações entre empresários, parlamentares e agentes públicos.
Com a declaração de Hugo Motta, a tramitação dos pedidos segue dependente da análise formal do regimento da Câmara. Até o momento, não há definição sobre data de instalação, escopo da investigação ou qual requerimento será utilizado como base para uma eventual comissão.
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