Campo Grande (MS), Sexta-feira, 17 de Julho de 2026

Saneamento / Infraestrutura

Obras de esgoto avançam em quatro municípios e ampliam cobertura em MS

Intervenções em Rio Verde, Sonora, Chapadão do Sul e Selvíria incluem redes coletoras, ligações domiciliares e novas estruturas de tratamento

17/07/2026

07:45

DA REDAÇÃO

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As obras de ampliação do esgotamento sanitário avançam em Rio Verde de Mato Grosso, Sonora, Chapadão do Sul e Selvíria, com implantação de redes coletoras, novas ligações domiciliares, estações elevatórias e reforço na capacidade de tratamento. As intervenções são executadas pela Ambiental MS Pantanal em parceria com a Sanesul.

Localizados nas regiões norte, nordeste e leste de Mato Grosso do Sul, os quatro municípios apresentam estágios diferentes de cobertura. Enquanto Sonora parte de um sistema ainda inexistente, Chapadão do Sul e Selvíria já estão próximas da universalização do serviço.

Em Rio Verde de Mato Grosso, a cobertura atual é de 38,27%. O plano prevê mais de 75 quilômetros de rede coletora e 5.033 ligações domiciliares, com potencial para beneficiar aproximadamente 13,6 mil moradores.

Somente em 2026, foram implantados 31 quilômetros de rede e executadas 2.097 ligações. As próximas etapas incluem a construção de sete Estações Elevatórias de Esgoto (EEEs) e a ampliação da capacidade da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) em 10 litros por segundo. A previsão é concluir esse conjunto de intervenções no início de 2027.

Sonora recebe sistema estruturado desde a base

Em Sonora, onde ainda não há cobertura de esgotamento sanitário, o projeto prevê a implantação de mais de 64 quilômetros de rede coletora e 5.218 novas ligações domiciliares.

A estimativa é beneficiar cerca de 14 mil pessoas. Neste ano, já foram construídos 25 quilômetros de rede e realizadas 2.235 ligações.

As próximas fases incluem a conclusão das redes e das conexões domiciliares, além da implantação de uma Estação Elevatória de Esgoto, responsável pelo bombeamento em áreas onde o relevo impede o escoamento natural.

Chapadão do Sul se aproxima da universalização

Com cobertura de 96,66%, Chapadão do Sul recebe obras destinadas a complementar a estrutura já existente e levar o serviço aos imóveis que ainda não estão conectados.

O planejamento inclui 17 quilômetros de rede coletora e 1.132 ligações domiciliares. Em 2026, foram executados 7,3 quilômetros de tubulação e concluídas 478 ligações.

A ampliação coloca o município mais próximo de atender praticamente toda a população urbana com coleta e tratamento adequados de esgoto.

Selvíria amplia sistema com cobertura de 99%

Em Selvíria, a cobertura já alcança 99%, mas o sistema continua sendo ampliado para acompanhar a expansão urbana e incluir novos imóveis.

O projeto prevê mais de 56 quilômetros de rede coletora e 1.648 ligações domiciliares. Neste ano, foram implantados 23 quilômetros de rede e concluídas 572 ligações.

As obras aumentam a quantidade de residências, comércios e prédios públicos conectados ao serviço, além de ampliar a capacidade operacional do município.

Estruturas atuam em etapas diferentes

Cada equipamento instalado possui uma função específica dentro do sistema de saneamento. A rede coletora recebe o esgoto dos imóveis, enquanto as ligações domiciliares conectam as edificações à tubulação pública.

As estações elevatórias realizam o bombeamento em locais onde o esgoto não consegue avançar apenas pela gravidade. Já as linhas de recalque, os coletores, interceptores e emissários transportam o material até as unidades de tratamento.

Após o processo adequado, o efluente tratado pode ser devolvido ao meio ambiente dentro dos parâmetros técnicos e ambientais previstos.

Para o diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, os investimentos geram efeitos diretos sobre a saúde pública e a preservação ambiental.

“Cada nova rede implantada e cada ligação executada aproximam mais famílias do saneamento. São obras que, muitas vezes, ficam debaixo da terra, mas transformam a vida das pessoas, reduzem riscos de contaminação e ajudam a proteger o meio ambiente”, afirmou.

Moradores precisam conectar os imóveis

A conclusão da rede pública não garante, sozinha, o funcionamento completo do sistema. Após a instalação, os proprietários precisam conectar corretamente os imóveis à rede coletora.

Outro cuidado é impedir que a água da chuva seja direcionada para a tubulação de esgoto. Essa ligação irregular pode sobrecarregar o sistema, comprometer o tratamento e provocar extravasamentos, principalmente durante períodos chuvosos.

A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo com atuação em 892 cidades de 15 estados. Em Mato Grosso do Sul, a empresa opera os serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios, por meio de uma Parceria Público-Privada com o Governo do Estado e a Sanesul.


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