Campo Grande (MS), Sexta-feira, 17 de Julho de 2026

Agronegócio / Pecuária

MS abate 2,08 milhões de bovinos no semestre e mantém ritmo acima da média

Volume recuou 1% frente ao recorde de 2025, mas ficou cerca de 10% acima da média registrada nos últimos cinco anos

17/07/2026

13:00

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

Mato Grosso do Sul encerrou o primeiro semestre de 2026 com 2.088.185 bovinos abatidos. O resultado representa queda de aproximadamente 1% em comparação com o mesmo período do ano passado, mas permanece entre os maiores da série histórica recente.

O volume ficou cerca de 10% acima da média dos últimos cinco anos, segundo o boletim Sigabov, elaborado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) com dados da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro).

Apesar da retração, o desempenho ficou próximo do recorde alcançado no primeiro semestre de 2025 e consolida 2026 como um dos anos de maior atividade nos frigoríficos sul-mato-grossenses.

Abate de machos permanece estável

Do total abatido entre janeiro e junho, 1.028.741 animais eram machos e 1.059.444 eram fêmeas.

Na comparação com o mesmo período de 2025, o abate de machos ficou praticamente estável, com variação positiva de 0,01%. Já o número de fêmeas encaminhadas aos frigoríficos caiu 2,59%.

O resultado de junho contribuiu para sustentar o desempenho do semestre. No mês, foram abatidos 191.181 machos, crescimento de 10,28% em relação aos 173.363 animais registrados em junho do ano passado.

O volume foi o maior desde novembro de 2025 e o segundo mais elevado para um mês de junho desde o início da série histórica, em 2014.

Na comparação com maio de 2026, o avanço também ficou próximo de 10%. O resultado superou em cerca de 8% a média mensal dos últimos 12 meses, indicando maior disponibilidade de animais terminados para os frigoríficos.

Entre os machos, predominam bovinos com idade entre 25 e 36 meses, seguidos pelos animais entre 13 e 24 meses. Esse perfil tem se mantido relativamente estável nos últimos anos.

Descarte de fêmeas continua elevado

Os frigoríficos abateram 171.614 fêmeas em junho, redução de 2,98% na comparação com o mesmo mês de 2025.

No acumulado do semestre, a queda foi de 2,59%. Mesmo com a retração, o número permanece superior aos volumes registrados individualmente entre 2020 e 2024.

Os dados indicam que o descarte de matrizes ainda ocorre em nível elevado no Estado. A manutenção desse movimento pode influenciar a oferta futura de bezerros e o processo de recomposição do rebanho.

Em junho, os machos representaram 53% dos bovinos abatidos, enquanto as fêmeas responderam por 47%.

Entre as fêmeas, a maior participação continua sendo de animais com mais de 36 meses. O levantamento, porém, registra aumento da presença de bovinos entre 13 e 24 meses nos abates.

Ribas do Rio Pardo lidera origem dos animais

Ribas do Rio Pardo foi o município que mais enviou bovinos para abate em junho, com 17.591 animais.

Na sequência aparecem Terenos, com 16.135 bovinos, e Paranaíba, com 14.749.

Considerando os municípios onde estão instalados os frigoríficos que receberam os animais, Campo Grande liderou o ranking estadual, com 86.038 bovinos abatidos.

Nova Andradina ficou na segunda posição, com 29.785 animais, seguida por Naviraí, que recebeu 25.223 bovinos.

Frigoríficos de MS concentram 98,9% dos abates

A movimentação dos animais permaneceu concentrada dentro de Mato Grosso do Sul. Do total abatido em junho, 98,91% foram destinados a frigoríficos instalados no próprio Estado.

Apenas 1,09% dos bovinos seguiram para unidades frigoríficas de São Paulo.

Os números demonstram a capacidade instalada da indústria frigorífica sul-mato-grossense e a forte integração entre as propriedades pecuárias e as plantas de abate localizadas no Estado.

Mesmo abaixo do recorde de 2025, o resultado do semestre confirma que a pecuária de corte mantém elevado nível de oferta e atividade industrial em Mato Grosso do Sul.


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