Eleições / Articulação
Novo e DC descartam aliança após impasse sobre candidatura ao Governo de MS
Partidos discutiram chapa com Economista Renato, Roberto Oshiro e João Henrique Catan, mas nenhum dos grupos aceitou abrir mão da disputa pelo Executivo
18/07/2026
07:15
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO/IA
O Partido Novo e o Democracia Cristã não devem formar aliança no primeiro turno das eleições em Mato Grosso do Sul. As duas legendas chegaram a discutir uma composição para a disputa estadual, mas o impasse sobre quem ocuparia a cabeça de chapa impediu o avanço das negociações.
Inicialmente, o Novo ofereceu a vaga de vice ao grupo do pré-candidato ao Governo Economista Renato. Em resposta, o Democracia Cristã apresentou uma proposta diferente, com Renato como candidato a governador, Roberto Oshiro, do Novo, na vice, e João Henrique Catan concorrendo ao Senado.
A alternativa não foi aceita porque os dois partidos pretendem manter protagonismo na disputa pelo Governo do Estado. Sem consenso, a tendência é que as legendas lancem candidaturas próprias ao Executivo e ao Senado nas eleições de outubro.
As negociações também foram afetadas pela falta de estrutura partidária. Novo e DC não atingiram o desempenho necessário nas últimas eleições para garantir acesso ao fundo eleitoral e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão.
Com poucos recursos públicos e sem espaço relevante na propaganda eleitoral, os partidos tiveram dificuldade para apresentar vantagens concretas durante as conversas.
Nenhuma das propostas foi considerada suficientemente atrativa para que uma das legendas desistisse da candidatura ao Governo ou aceitasse uma posição secundária na composição.
Sem aliança, Economista Renato e João Henrique Catan devem disputar o Governo de Mato Grosso do Sul em chapas separadas.
As campanhas deverão concentrar esforços nas redes sociais, em agendas presenciais e nos debates promovidos durante o período eleitoral. Esses espaços serão fundamentais para a apresentação das propostas e para a tentativa de ampliar o conhecimento dos candidatos entre os eleitores.
As conversas entre os partidos podem continuar até o encerramento das convenções, mas, no cenário atual, Novo e Democracia Cristã trabalham com candidaturas independentes.
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