Polícia / Violência
Mulher morre após ser esfaqueada pelo companheiro em Fátima do Sul
Paula de Souza Conceição chegou a ser transferida para Dourados, mas não resistiu; suspeito foi preso em flagrante
12/07/2026
10:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Uma mulher de 29 anos morreu após ser esfaqueada pelo companheiro na madrugada deste sábado, 11 de julho, em Fátima do Sul, a cerca de 215 quilômetros de Campo Grande. A vítima, identificada como Paula de Souza Conceição, chegou a ser socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.
O companheiro dela, Vagner dos Santos Ferreira, de 25 anos, foi preso em flagrante. O caso é tratado como mais um feminicídio em Mato Grosso do Sul. Com a morte de Paula, o Estado chega a 14 feminicídios registrados neste ano.
O crime ocorreu na Rua Nossa Senhora de Fátima, no Jardim Pioneiro. Segundo informações do site Fátima em Dia, equipes da Força Tática foram acionadas depois que vizinhos ouviram uma discussão entre o casal.
Testemunhas relataram que os dois estavam brigando quando Vagner teria atingido Paula com uma facada no abdômen. Após ferir a companheira, ele ainda teria avançado contra uma testemunha, que conseguiu fugir.
Quando os policiais chegaram ao local, encontraram a vítima caída no chão e inconsciente. O Corpo de Bombeiros foi chamado e levou Paula inicialmente para o hospital de Fátima do Sul. Devido à gravidade dos ferimentos, ela foi transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, onde morreu.
O suspeito foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Fátima do Sul. Inicialmente, a ocorrência foi registrada como lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica, mas deverá ser investigada como feminicídio após a confirmação da morte da vítima.
Durante a apuração, os policiais apreenderam uma faca que, segundo a testemunha, teria sido usada no crime. O objeto havia sido lavado antes da chegada das equipes.
A morte de Paula de Souza Conceição reforça o alerta sobre a violência doméstica em Mato Grosso do Sul. Casos de ameaça, agressão ou risco iminente podem ser denunciados pelo 190, em situações de emergência, ou pelo 180, canal nacional de atendimento à mulher.
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