Campo Grande (MS), Domingo, 12 de Julho de 2026

Política / Luto

João Henrique Catan se despede da avó e cita “regra” dos primeiros RGs de MS

Maria Antonina Cançado Soares, ex-primeira-dama de Mato Grosso do Sul, morreu 18 dias após Marcelo Miranda, em São Paulo

12/07/2026

07:15

DA REDAÇÃO

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O deputado estadual João Henrique Catan (Novo) usou as redes sociais para se despedir da avó, a ex-primeira-dama Maria Antonina Cançado Soares, conhecida como dona Mariita, que morreu neste sábado, 11 de julho, aos 85 anos, em São Paulo. A morte ocorreu 18 dias após o falecimento do marido dela, o ex-governador Marcelo Miranda Soares.

Na homenagem, o parlamentar fez referência simbólica aos primeiros documentos de identidade emitidos em Mato Grosso do Sul após a criação do Estado, em 11 de outubro de 1977. Segundo ele, Marcelo Miranda recebeu o RG nº 1, enquanto Maria Antonina ficou com o RG nº 2.

“Talvez seja por isso que meu avô, engenheiro, mais acostumado a obedecer à dona Mariita, é que foi surpreendê-la, indo primeiro para que pudesse receber a primeira-dama do Estado e que a regra matemática dele fosse cumprida, diferente da percepção dela. Assim, a gente se despediu primeiro do RG 01 e, dezoito dias depois, do RG 02”, escreveu Catan.

Segundo o deputado, dentro da família, dona Mariita era lembrada por acreditar que as coisas sempre aconteceriam do jeito que ela queria. A partida de Marcelo Miranda, poucos dias antes, teria invertido essa lógica familiar, dando origem à lembrança bem-humorada sobre a ordem dos RGs.

Maria Antonina Cançado Soares nasceu em 19 de fevereiro de 1941, em Paranaíba, cidade onde também será velada e sepultada. Ao lado de Marcelo Miranda, acompanhou um dos períodos mais importantes da formação política de Mato Grosso do Sul. O ex-governador comandou o Estado entre 1987 e 1991 e também foi prefeito de Campo Grande.

Na mensagem de despedida, João Henrique Catan afirmou que a avó tentou ser apenas “avó dos netos”, mas acabou marcando sua trajetória também como primeira-dama, pecuarista e pessoa dedicada a ações de ajuda ao próximo.

“Meu avô brincava que, quando ela fosse embora, ele iria escrever na lápide dela: aqui jaz uma pessoa que fez tudo o que quis”, recordou o parlamentar.

Catan também destacou a fé da avó, descrita por ele como a “pedra fundamental” da família. A devoção a São José e o costume de distribuir medalhas de São Bento foram lembrados como marcas pessoais de dona Mariita.

“A capela de São José, de quem ela era devota, cheia das medalhas de São Bento, algo que ela distribuía a torto e a direito a quem ela queria bem, principalmente se ganhasse um carro novo. Se eu vivesse na estrada igual a ela, era capaz de entrar dentro para ver se a medalha estava lá mesmo”, escreveu.

O velório de Maria Antonina Cançado Soares será realizado neste domingo, 12 de julho, a partir das 8h, na capela da Pax Vida, localizada na Rua Barão do Rio Branco, 942, no Centro de Paranaíba. O sepultamento está previsto para a tarde, também no município onde ela nasceu.

A morte da ex-primeira-dama encerra, em menos de três semanas, um capítulo importante da família de Marcelo Miranda e de uma geração ligada diretamente à história política e institucional de Mato Grosso do Sul.


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