Justiça / Saúde
Bernal volta a passar mal no presídio e é levado à Santa Casa
Ex-prefeito de Campo Grande retornou à unidade prisional na sexta-feira e precisou de novo atendimento hospitalar na noite de sábado
12/07/2026
10:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO/IA
Menos de dois dias depois de receber alta da Santa Casa e retornar ao Presídio Militar Estadual Fidelcino Rodrigues, no Complexo Penal do Jardim Noroeste, o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, voltou a passar mal e precisou ser levado novamente ao hospital.
Segundo informações apuradas, Bernal foi encaminhado à ala vermelha da unidade hospitalar, em estado de grande fragilidade, com pressão arterial muito baixa. O ex-prefeito havia retornado ao presídio na sexta-feira, 10 de julho, após receber alta médica.
Na noite de sábado, 11 de julho, por volta das 22h, ele teve uma forte queda de pressão e chegou perto de desmaiar. Diante da piora, foi socorrido e encaminhado novamente à Santa Casa de Campo Grande.
O retorno de Bernal à prisão havia sido determinado pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, que negou o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa.
Na decisão, o magistrado reconheceu a existência de laudos apontando doença coronariana grave, alto risco cardiovascular e necessidade de repouso e acompanhamento médico por pelo menos 30 dias. Mesmo assim, entendeu que os documentos não justificavam a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.
O advogado Ricardo Machado, que integra a defesa do ex-prefeito, afirmou que o quadro de saúde de Bernal exige cuidados fora do ambiente prisional.
“Ele não tem condições de ficar em nenhum presídio. Se não tiver o cuidado necessário, vai a óbito. Isso está laudado por uma cardiologista, especialista. Ele precisa de pelo menos 30 dias de repouso domiciliar”, declarou ao Campo Grande News.
Alcides Bernal enfrenta uma sequência de complicações cardíacas desde o início de julho, quando sofreu um infarto. Desde então, passou por dois cateterismos e por procedimento cardíaco para implantação de stents.
Laudo apresentado anteriormente pela defesa aponta doença arterial coronariana grave e classifica o paciente como de altíssimo risco cardiovascular, com possibilidade de novas complicações.
No pedido de prisão domiciliar, os advogados argumentaram que o Presídio Militar Estadual Fidelcino Rodrigues não possui UTI, unidade coronariana, cardiologista nem equipe de enfermagem presencial durante 24 horas.
A própria direção da unidade informou que, em casos de emergência, depende do Samu ou da transferência do preso para atendimento hospitalar.
Ao negar a prisão domiciliar, o juiz considerou que a falta dessa estrutura no presídio não seria suficiente para autorizar a transferência de Bernal para casa. Para o magistrado, os mesmos recursos médicos também não estariam disponíveis na residência do ex-prefeito.
Com a nova intercorrência, a defesa deve reforçar o pedido para que Bernal cumpra a prisão preventiva em casa, sob acompanhamento médico. O caso amplia a discussão sobre as condições de permanência do ex-prefeito no sistema prisional diante do quadro cardíaco considerado grave.
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