Campo Grande (MS), Segunda-feira, 13 de Abril de 2026

Mundo / Vaticano

Leão XIV rebate Trump, diz que não teme o presidente dos EUA e reforça discurso contra a guerra

Durante voo para a África, papa afirmou que seguirá defendendo paz, diálogo e multilateralismo, sem transformar sua mensagem em disputa política

13/04/2026

07:45

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

O papa Leão XIV respondeu publicamente às críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que não se intimida com o chefe da Casa Branca. Durante o voo rumo a Argel, primeira parada de sua viagem oficial pela África, o pontífice disse que continuará se manifestando com firmeza contra a guerra e em defesa da paz.

Segundo o papa, sua posição não nasce de cálculo político, mas da missão da Igreja. Ao comentar o embate com Trump, Leão XIV afirmou que não se vê como político e que continuará falando “com força” em nome da mensagem do Evangelho, voltada à construção da paz, ao diálogo e à reconciliação entre os povos.

A reação do pontífice veio após Trump atacá-lo na noite de domingo, 12 de abril de 2026, em publicação na Truth Social. Na mensagem, o presidente americano classificou o papa como “fraco em relação ao crime” e “terrível em política externa”, além de acusá-lo de agradar a “esquerda radical” e de ultrapassar o papel religioso ao comentar temas internacionais.

Trump também reclamou das críticas do Vaticano à escalada militar envolvendo o Irã e à postura dos Estados Unidos em outros cenários de tensão internacional. O republicano afirmou que não quer um papa criticando decisões que, segundo ele, fazem parte do mandato para o qual foi eleito.

Na resposta dada aos jornalistas, Leão XIV reforçou que a mensagem cristã não pode ser distorcida para justificar confrontos ou interesses de poder. O papa afirmou que seguirá denunciando a guerra, incentivando soluções diplomáticas e defendendo o multilateralismo como caminho para enfrentar crises internacionais.

A fala ocorreu durante o início de uma viagem de 10 dias por quatro países africanos: Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial. De acordo com a agenda divulgada, a visita tem foco em reconciliação, atenção às necessidades do continente e promoção do respeito entre os povos.

O episódio amplia um confronto raro e direto entre um presidente dos Estados Unidos e o chefe da Igreja Católica. Nos últimos dias, Leão XIV já havia endurecido o tom contra a guerra, pedindo o fim da “loucura” dos conflitos e condenando ameaças dirigidas a populações civis, especialmente no contexto da crise com o Irã.

Mesmo diante da pressão política, o papa deixou claro que não pretende recuar. Ao reafirmar que continuará falando contra a violência, ele sinalizou que o Vaticano manterá uma linha de defesa aberta da paz, da mediação e da proteção de inocentes em meio às disputas internacionais.


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