Agronegócio / Energia
Caravana da Famasul conhece produção de etanol e bioenergia em usina de MS
Grupo visitou unidade flex da Atvos em Nova Alvorada do Sul, que produz etanol de cana e milho, bioeletricidade e biometano
20/07/2026
10:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Um grupo de 15 colaboradores do Sistema Famasul conheceu de perto o processo de produção de etanol e outras fontes de energia renovável durante visita técnica à unidade Santa Luzia, da Atvos, em Nova Alvorada do Sul.
A atividade foi realizada na última quinta-feira, 16 de julho, como parte do programa Movidos pelo Agro, iniciativa que incentiva o uso de biocombustíveis pelos funcionários da Casa Rural e na frota institucional.
Durante a programação, os participantes acompanharam etapas da operação agroindustrial e receberam informações sobre a transformação da cana-de-açúcar e do milho em combustíveis renováveis.
A unidade Santa Luzia integra a primeira operação flex de Mato Grosso do Sul, com capacidade para produzir etanol a partir das duas matérias-primas. A planta também utiliza resíduos e subprodutos para gerar bioeletricidade e biometano.
Segundo o coordenador de Inteligência e Negócios do Sistema Famasul e responsável pelo programa, Beto do Valle, a experiência ajuda os participantes a compreenderem melhor a importância econômica e ambiental do setor.
“O conteúdo que estamos tendo sobre o setor agroenergético por meio da Atvos é de suma importância, porque vamos possibilitar que esses participantes sejam multiplicadores dessas informações entre os colegas e também para a sociedade sul-mato-grossense”, afirmou.
Além da produção industrial, o grupo conheceu as medidas de segurança adotadas pela empresa nas áreas agrícola e fabril. Entre os assuntos abordados estiveram os protocolos de prevenção e combate a incêndios.
Essas ações são consideradas fundamentais para proteger os trabalhadores, preservar as lavouras e garantir a continuidade das operações.
Mato Grosso do Sul ocupa posição relevante no mercado brasileiro de biocombustíveis. O Estado aparece como o quarto maior produtor de cana-de-açúcar, o quarto maior produtor de etanol de cana, o segundo maior produtor de etanol de milho e o quarto maior exportador de bioeletricidade do país.
Na safra 2025/2026, a produção estadual chegou a 5 bilhões de litros de etanol. Desse total, 2,8 bilhões de litros foram produzidos a partir da cana-de-açúcar e 2,2 bilhões de litros tiveram o milho como matéria-prima.
O etanol de cana é obtido por meio da fermentação dos açúcares existentes na planta. Em comparação com combustíveis fósseis, o produto permite reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
O processo também possibilita o aproveitamento de diferentes partes da matéria-prima. O bagaço da cana, por exemplo, pode ser utilizado para a geração de eletricidade.
O diretor de Operações Agroindustriais da Atvos, José Nozela, avaliou que a visita está alinhada à proposta de aproximar a sociedade da produção de combustíveis renováveis.
“A nossa intenção é fomentar o agronegócio e o etanol de cana-de-açúcar, e a visita da Famasul faz total sentido, porque está em sintonia com a missão da Atvos de liderar essa transição energética por meio do uso de biocombustíveis”, declarou.
Para a analista de Compras e Licitações da Famasul, Neide Arguelho, a atividade permitiu conhecer uma realidade pouco presente na rotina de profissionais que não atuam diretamente no campo.
“Ver tudo o que acontece até chegar ao consumidor final, que somos nós, é impactante”, relatou.
Desenvolvido em parceria com a Biosul, o Movidos pelo Agro – Etanol integra uma mobilização nacional voltada à sustentabilidade e à transição energética.
Em Mato Grosso do Sul, o projeto incentiva a substituição de combustíveis fósseis pelo etanol nos veículos dos colaboradores e na frota do Sistema Famasul.
Desde o lançamento, em 2024, os participantes consumiram mais de 160 mil litros de etanol. A substituição da gasolina evitou a emissão estimada de 44,5 toneladas de dióxido de carbono equivalente.
O impacto corresponde, segundo os cálculos do projeto, ao plantio de aproximadamente 312 árvores.
Quando considerada toda a cadeia produtiva, desde a produção até o consumo, a redução estimada chega a 59,7 toneladas de CO₂ equivalente. O resultado reforça o papel do etanol na redução das emissões e na ampliação do uso de energia renovável no Estado.
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