Campo Grande (MS), Terça-feira, 21 de Julho de 2026

Política / Eleições 2026

Republicanos escolhe Anthony Garotinho para disputar o Governo do Rio

Executiva estadual aprovou o nome do ex-governador por unanimidade, mas candidatura ainda depende da convenção partidária e da situação jurídica eleitoral

20/07/2026

14:30

DA REDAÇÃO

©REPRODUÇÃO

A Comissão Executiva Estadual do Republicanos aprovou por unanimidade o nome do ex-governador Anthony Garotinho como pré-candidato ao Governo do Rio de Janeiro nas eleições de 2026.

A decisão foi tomada durante reunião realizada na última sexta-feira, 18 de julho, e ainda deverá ser submetida à convenção estadual do partido, marcada para o próximo sábado, 25 de julho.

Além de confirmar ou rejeitar a indicação de Garotinho, o encontro partidário deverá definir os demais candidatos do Republicanos e avançar nas negociações para a formação da chapa majoritária.

A escolha ocorreu depois de discussões internas e da análise de levantamentos eleitorais encomendados pela legenda. Garotinho havia lançado sua pré-candidatura em maio, quando também havia outro nome interessado na indicação partidária. 

Retorno ao Palácio Guanabara

Com mais de quatro décadas de atuação política, Anthony Garotinho foi prefeito de Campos dos Goytacazes, deputado federal, secretário estadual e governador do Rio de Janeiro entre 1999 e 2002.

Ele deixou o governo em abril de 2002 para concorrer à Presidência da República pelo PSB. Terminou a eleição em terceiro lugar, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva e José Serra, com aproximadamente 15 milhões de votos.

A então vice-governadora Benedita da Silva assumiu o Palácio Guanabara e concluiu o mandato.

Em 2010, Garotinho desistiu de concorrer novamente ao governo estadual e foi eleito deputado federal com a maior votação do Rio de Janeiro naquele pleito. Em 2014, voltou a disputar o Executivo fluminense e terminou na terceira colocação.

Já em 2018, teve o registro de candidatura ao governo barrado pela Justiça Eleitoral.

Republicanos prepara composição da chapa

Em nota, o Republicanos afirmou que a aprovação do nome representa uma nova etapa da preparação da legenda para a disputa estadual.

O partido deverá manter as negociações sobre possíveis alianças, candidato a vice-governador, nomes para o Senado e composição das chapas proporcionais até a realização da convenção.

Garotinho é filiado ao Republicanos desde março de 2024, quando ingressou na sigla inicialmente com a intenção de disputar uma cadeira de vereador na capital fluminense.

Pesquisa aponta Eduardo Paes na liderança

Levantamento do Paraná Pesquisas, divulgado em 2 de julho, mostrou o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) na liderança dos cenários estimulados para o Governo do Estado.

Em uma das simulações, Paes abriu vantagem de 39,6 pontos percentuais sobre o deputado estadual Douglas Ruas (PL). O estudo ouviu 1.600 eleitores do Rio de Janeiro. 

A presença de Garotinho na disputa é considerada relevante por ampliar a fragmentação do primeiro turno e atrair uma parcela do eleitorado que acompanhou suas administrações e campanhas anteriores.

Os números representam o cenário existente no momento da pesquisa e podem mudar conforme as convenções, a definição das alianças e o início oficial da campanha.

Situação eleitoral ainda será analisada

Além da homologação partidária, a participação de Garotinho no pleito dependerá da análise de sua situação jurídica pela Justiça Eleitoral.

O debate envolve a aplicação das regras de inelegibilidade e decisões relacionadas às condenações que já atingiram o ex-governador. Em abril, após a anulação de uma condenação, Garotinho declarou que pretendia voltar a disputar o comando do Estado. 

A definição sobre a elegibilidade ocorre formalmente durante o processo de registro da candidatura. Mesmo depois da convenção, os partidos precisam encaminhar os nomes à Justiça Eleitoral, que examina documentação, eventuais impugnações e causas legais de impedimento.

Com a aprovação da Executiva, Anthony Garotinho volta ao centro da disputa fluminense. A confirmação política deverá ocorrer na convenção de 25 de julho, enquanto a validade jurídica da candidatura ainda poderá ser questionada durante o calendário eleitoral.


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