Campo Grande (MS), Segunda-feira, 20 de Julho de 2026

Política / ALEMS

Disputa pelo comando da Assembleia já mobiliza articulações entre três deputados em Mato Grosso do Sul

Coronel David, Paulo Corrêa e Pedro Caravina intensificam conversas nos bastidores para presidir a Alems a partir de 2027

20/07/2026

07:30

DA REDAÇÃO

©REPRODUÇÃO

Mesmo com as Eleições 2026 ainda pela frente, a sucessão na presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) já movimenta os bastidores da política estadual. Faltando pouco mais de dois meses para a escolha dos 24 deputados estaduais que formarão a 13ª Legislatura, três parlamentares aparecem como principais articuladores da disputa pelo comando da Casa: Coronel David (PL), Paulo Corrêa (PL) e Pedro Caravina (PSDB).

A nova Mesa Diretora será eleita após a posse dos deputados escolhidos nas urnas, em 1º de fevereiro de 2027, para um mandato que seguirá até 31 de janeiro de 2031.

Os três parlamentares são pré-candidatos à reeleição e já iniciaram conversas para consolidar apoio entre os futuros integrantes do Legislativo estadual.

Apoios políticos podem definir a disputa

Nos bastidores, o principal foco das articulações envolve o apoio de duas das maiores lideranças políticas do Estado.

Coronel David e Paulo Corrêa disputam espaço dentro do PL e buscam o respaldo do ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do partido e pré-candidato ao Senado. A expectativa é de que a influência política de Azambuja seja decisiva para a formação de um bloco favorável ao futuro presidente da Assembleia.

Pedro Caravina, ex-prefeito de Bataguassu, é apontado como o nome preferido do governador Eduardo Riedel (PP) para comandar o Parlamento estadual. Integrante da base governista, o deputado tem ampliado o diálogo com parlamentares aliados enquanto busca a primeira reeleição.

Gerson Claro deve permanecer na Mesa Diretora

Embora exista disputa pela presidência, há consenso entre os três pré-candidatos sobre a permanência do atual presidente da Assembleia, Gerson Claro (PP), em posição estratégica na próxima Mesa Diretora.

A alternativa discutida nos bastidores prevê que, ao concluir seu mandato na presidência, Gerson assuma a Primeira-Secretaria, considerada a função de maior peso administrativo e financeiro dentro da estrutura da Alems.

A composição permitiria uma renovação no comando da Casa sem retirar o atual presidente das decisões mais importantes da administração do Legislativo.

Experiência parlamentar marca diferenças entre os candidatos

Os três nomes apresentam trajetórias distintas dentro da Assembleia Legislativa.

Paulo Corrêa é o mais experiente. Está em seu oitavo mandato, presidiu a Casa entre 2019 e 2022 e atualmente exerce a função de primeiro-secretário.

Coronel David acumula três mandatos consecutivos. Assumiu inicialmente como suplente em 2016, foi eleito deputado estadual em 2018 e reeleito em 2022.

Pedro Caravina iniciou seu primeiro mandato em 2023. Durante esse período licenciou-se para comandar a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov), retornando posteriormente ao Legislativo.

Resistências podem influenciar o cenário

Apesar da experiência acumulada, Paulo Corrêa enfrenta resistência entre parte dos atuais deputados, que defendem maior renovação no comando da Assembleia.

Outro fator observado nos bastidores é a citação do parlamentar nas investigações da Operação Gutenberg, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que apura supostas irregularidades em contratos para aquisição de livros paradidáticos no Estado.

O deputado nega qualquer participação em irregularidades e, até o momento, não foi denunciado pela investigação. Ainda assim, interlocutores políticos avaliam que o caso poderá influenciar o ambiente das articulações internas.

Disputa tende a ganhar força após as eleições

Embora a definição da presidência dependa da composição da próxima legislatura, o início das negociações demonstra que a sucessão na Alems já faz parte da estratégia dos principais grupos políticos de Mato Grosso do Sul.

Após a eleição dos 24 deputados estaduais, a escolha da nova Mesa Diretora deverá representar um dos primeiros grandes testes de força entre os blocos que formarão a base de sustentação política da Assembleia para o período 2027-2031.

 


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