Educação / Negociação
Adriane recebe comissão de professores após ato por reajuste de 5,4% em Campo Grande
Reunião teve participação de vereadores e ocorreu depois de manifestação da categoria no Centro da Capital
12/06/2026
09:45
CGN
DA REDAÇÃO
©OSMAR VEIGA
A prefeita Adriane Lopes (PP) recebeu, na manhã desta sexta-feira, 12 de junho de 2026, uma comissão de professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande para discutir a reivindicação da categoria pelo reajuste de 5,4%, previsto na política do Piso 20h. A reunião ocorreu após a paralisação dos profissionais da educação e a manifestação realizada no Centro da Capital.
Os professores chegaram à Prefeitura Municipal por volta das 9h, depois de saírem da sede da ACP, na Rua Sete de Setembro, e percorrerem a Rua Rui Barbosa e a Avenida Afonso Pena. O protesto interditou parte do trânsito na região central durante a manhã.
Na chegada ao Paço Municipal, os manifestantes foram recebidos pelo secretário municipal de Governo e Relações Institucionais, Ulisses Rocha, e pelo secretário municipal de Educação, Lucas Bitencourt. Os representantes da Prefeitura orientaram a categoria a formar uma comissão para participar da reunião com a chefe do Executivo.
Segundo Ulisses Rocha, a administração municipal mantém diálogo com os professores, mas avalia o impacto financeiro da reivindicação. O secretário afirmou que o município trabalha dentro de um plano de equilíbrio fiscal e que as condições orçamentárias precisam ser analisadas antes de qualquer decisão.
“O diálogo sempre esteve à mesa, o que temos aqui nesse momento é responsabilidade. A gente tem um plano de equilíbrio fiscal em andamento, nós temos repasses que foram mantidos do governo federal, o recurso do Fundeb não aumentou. Então tem um monte de condições que precisam ser avaliadas, mas nós estamos dialogando permanentemente com a categoria”, afirmou Ulisses Rocha.
A comissão dos professores é integrada pelo presidente da ACP, Gilvano Kunzler, e por mais cinco representantes da categoria. Também participam da reunião os vereadores Luiza Ribeiro (PT), Landmark Ferreira Rios (PT), Juari Lopes (PSDB), Riverton Francisco de Souza (PP) e o líder da prefeita na Câmara Municipal, Beto Avelar (PP).
A paralisação foi convocada para cobrar a aplicação do reajuste de 5,4% na remuneração dos profissionais da educação. A categoria afirma que o índice está previsto na política do piso do magistério por 20 horas e deveria ter sido incorporado ao pagamento.
Após o anúncio da mobilização, a prefeita Adriane Lopes afirmou, na última quarta-feira, 10 de junho, que os acordos firmados em 2025 precisam ser rediscutidos. Segundo ela, a situação atual teria provocado desequilíbrio no planejamento financeiro feito anteriormente.
A prefeita também declarou que a fonte de recursos para o repasse do reajuste aos estados e municípios ainda estaria em análise pelo Governo Federal. Para Adriane, é necessário que a União indique de onde virá o recurso para que o município possa efetuar o pagamento aos professores.
Por causa da paralisação, as escolas da Reme amanheceram fechadas nesta sexta-feira em Campo Grande. A mobilização suspendeu as aulas para aproximadamente 112 mil alunos da rede municipal durante o período do movimento.
O secretário municipal de Educação, Lucas Bitencourt, afirmou que a Prefeitura reconhece o direito de paralisação da categoria, mas que a pasta trabalha para garantir a recomposição do dia letivo e o cumprimento do calendário escolar.
“Existe uma movimentação, a prefeita reconhece o direito de paralisação e agora a gente está trabalhando para a recomposição desse dia e assim cumprir o calendário escolar”, declarou Lucas Bitencourt.
A expectativa da categoria é que a reunião avance nas negociações sobre o reajuste. Os professores devem voltar a se reunir em assembleia na segunda-feira, 15 de junho, às 18h, para avaliar a resposta da Prefeitura e decidir os próximos passos do movimento.
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