Meio Ambiente / Segurança
Mato Grosso do Sul recebe equipamentos para reforçar combate a incêndios no Cerrado e Pantanal
Projeto de R$ 150 milhões do Fundo Amazônia vai fortalecer brigadas, bombeiros e Força Nacional em áreas vulneráveis ao fogo
13/05/2026
11:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O Governo Federal entregou novos equipamentos para reforçar as ações de prevenção, monitoramento e combate a incêndios florestais e queimadas ilegais em áreas do Cerrado e do Pantanal. A iniciativa contempla Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Piauí e o Distrito Federal, por meio do projeto Manejo Integrado do Fogo: Cerrado e Pantanal.
O projeto conta com R$ 150 milhões em recursos do Fundo Amazônia e integra a estratégia nacional de ampliação da capacidade de resposta aos incêndios nos dois biomas. A ação também faz parte da implementação da PNMIF (Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo).
A execução é feita pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com recursos do Fundo Amazônia, administrado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Segundo o governo, os investimentos permitirão a aquisição de mais de 200 veículos, 6,8 mil equipamentos de uso individual e 14 drones. A estrutura será destinada ao fortalecimento de brigadas florestais, Corpos de Bombeiros Militares estaduais e da Força Nacional de Segurança Pública.
Entre os equipamentos entregues estão caminhonetes 4x4 adaptadas com kits de combate a incêndio, caminhões Auto Bomba Tanque Florestal, mochilas costais, sopradores, GPS portáteis, drones e notebooks para gestão e análise de dados em operações de campo.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o Fundo Amazônia voltou a ter papel estratégico no fortalecimento das ações públicas contra incêndios florestais no país.
“O Fundo Amazônia voltou a cumprir um papel estratégico no fortalecimento da capacidade do Estado brasileiro de prevenir e combater incêndios florestais, articulando preservação ambiental, proteção dos biomas e segurança pública. Esses investimentos refletem a prioridade do governo do presidente Lula em reconstruir políticas ambientais e apoiar estados, brigadas e forças de segurança com estrutura e tecnologia para enfrentar os efeitos extremos das mudanças climáticas”, declarou Aloizio Mercadante.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou que a entrega dos equipamentos faz parte de uma estratégia mais ampla de enfrentamento aos incêndios, agravados pelas mudanças climáticas e por ações criminosas.
“Estamos colocando em prática as políticas públicas que nós mesmos iniciamos ou atualizamos. Este evento não é apenas uma entrega de equipamentos, o que por si só seria importante, mas se insere numa ação planejada do governo, que todos nós lideramos”, afirmou João Paulo Capobianco.
O ministro também ressaltou a importância da legislação voltada ao manejo integrado do fogo e da regulamentação da política nacional sobre o tema.
“Não basta ter um bom planejamento, é preciso ter amparo legal. Por isso, trabalhamos com o Congresso Nacional a aprovação da Lei do Manejo Integrado do Fogo. E não basta ter a lei, é necessário regulamentar. O Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que reúne todos os estados, o governo federal e o setor privado, está fazendo essa regulamentação por meio de suas resoluções”, disse.
A iniciativa foi organizada em três frentes. Na escala local, haverá apoio a brigadas públicas, comunitárias e voluntárias, responsáveis por atuar diretamente em áreas vulneráveis ao fogo.
No âmbito estadual, o foco será o fortalecimento dos Corpos de Bombeiros Militares, com reforço de veículos, equipamentos e tecnologia para ampliar a capacidade de atendimento.
Já na atuação interestadual, o suporte será direcionado à Força Nacional, especialmente em situações em que os incêndios ultrapassarem a capacidade operacional dos estados.
Desde a retomada do Fundo Amazônia, os investimentos voltados à prevenção e ao combate a incêndios já alcançam 14 estados e três biomas: Amazônia, Cerrado e Pantanal. Ao todo, foram aprovados R$ 521 milhões para essa finalidade.
Desse montante, R$ 371 milhões foram destinados aos Corpos de Bombeiros dos nove estados da Amazônia Legal. Outros R$ 150 milhões financiam o projeto de Manejo Integrado do Fogo no Cerrado e Pantanal.
Criado em 2008, o Fundo Amazônia é considerado a maior iniciativa mundial baseada em resultados para redução de emissões por desmatamento e degradação florestal. O mecanismo financia projetos de conservação, fiscalização ambiental, restauração de áreas degradadas e fortalecimento de comunidades tradicionais.
Segundo o governo federal, em 2025 o Fundo Amazônia alcançou o maior volume anual de aprovações desde sua criação, com cerca de R$ 2 bilhões em projetos aprovados.
Entre 2023 e 2026, o Fundo aprovou e contratou R$ 4 bilhões em 50 projetos, valor que corresponde a 58% de todo o volume apoiado desde a criação da iniciativa, já com correção pela inflação.
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