Cultura / Religião
Zé Teixeira propõe reconhecer Romaria de Vila São Pedro como patrimônio cultural de MS
Celebração em honra à Nossa Senhora Aparecida reúne milhares de fiéis em Dourados e já integra o calendário oficial do Estado
12/05/2026
12:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O deputado estadual Zé Teixeira (PL) apresentou, nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, um Projeto de Decreto Legislativo para declarar a Romaria Diocesana em honra à Nossa Senhora Aparecida, realizada no distrito de Vila São Pedro, em Dourados, como Patrimônio Imaterial e Cultural de Mato Grosso do Sul.
A proposta busca reconhecer oficialmente a relevância histórica, religiosa, social e cultural da celebração, que todos os anos atrai milhares de fiéis ao santuário localizado às margens da BR-163. A romaria é considerada uma das principais manifestações de fé da região da Grande Dourados.
A iniciativa ocorre poucos dias após a inclusão da festividade no Calendário Oficial de Eventos de Mato Grosso do Sul, também por proposta de Zé Teixeira, por meio da Lei 6.581, de 6 de maio de 2026. Com o novo projeto, o parlamentar pretende ampliar a proteção institucional da tradição religiosa.

Pelo texto apresentado, a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul fica autorizada a adotar os procedimentos necessários para o registro da romaria como bem de natureza imaterial, conforme as diretrizes da legislação estadual voltada à preservação do patrimônio cultural.
O objetivo é garantir que a celebração seja protegida e transmitida às futuras gerações, reconhecendo seu papel na formação da identidade regional e na valorização das tradições populares ligadas à fé católica.
Consolidada como uma das maiores manifestações religiosas do interior do Estado, a Romaria Diocesana de Vila São Pedro reuniu cerca de 60 mil pessoas em sua última edição. O evento celebra o Dia da Padroeira do Brasil, no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, e movimenta a comunidade local, fiéis de diferentes municípios e setores ligados à cultura, ao turismo religioso e à economia regional.
Na justificativa do projeto, a celebração é descrita como símbolo da fé e do “rosto do povo trabalhador sul-mato-grossense”, além de representar uma das maiores expressões religiosas da região.
Para Zé Teixeira, o reconhecimento oficial atende a uma demanda da Cúria Diocesana de Dourados e reforça o compromisso da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) com a preservação das raízes culturais e espirituais do Estado.
Ao propor a elevação da romaria ao status de patrimônio cultural, o parlamentar defende que o Estado garanta respaldo institucional à continuidade da celebração, que une espiritualidade, memória coletiva e tradição popular.
O projeto seguirá agora para análise das comissões permanentes da ALEMS antes de ser levado à votação em plenário.

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