Política / Transporte Público
Sem acordo, motoristas mantêm greve dos ônibus em Campo Grande
Categoria rejeita decisão da Justiça do Trabalho; multa diária sobe para R$ 200 mil
16/12/2025
21:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Sem acordo entre as partes, os motoristas do transporte coletivo de Campo Grande decidiram manter a greve nesta quarta-feira (17), mesmo após determinação da Justiça do Trabalho para a retomada parcial do serviço.
A decisão foi tomada após audiência de conciliação realizada nesta terça-feira (16), que reuniu representantes da Prefeitura de Campo Grande, do Consórcio Guaicurus e do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande, no âmbito do TRT-24 (Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região).
Durante a audiência, a Justiça determinou que os ônibus voltassem a circular de forma escalonada a partir desta quarta-feira. No entanto, a decisão não foi aceita pelos motoristas, que optaram por continuar com a paralisação.
Mesmo com a orientação do presidente do sindicato, Demétrius Ferreira, para que os trabalhadores retornassem às atividades, a categoria decidiu manter o movimento grevista.
“Enquanto o Consórcio Guaicurus não efetuar o pagamento que está condicionado a voto dos trabalhadores, mesmo com toda a fala dos desembargadores sobre a legislação e a obrigação de rodar, o trabalhador está revoltado e não vai voltar. Vai seguir com a greve”, afirmou Demétrius Ferreira.
Na decisão judicial, ficou estabelecido que o transporte coletivo deveria operar com os seguintes percentuais de frota:
70% dos ônibus das 6h às 8h30
50% da frota das 8h30 às 17h
70% da frota das 17h às 20h
50% após as 20h
Em caso de descumprimento, a Justiça fixou multa diária de R$ 200 mil ao sindicato.
No momento em que o desembargador responsável pela audiência anunciou a decisão, os motoristas deixaram o plenário, sinalizando a rejeição imediata à ordem judicial.
Segundo informações apresentadas durante a audiência, o valor devido aos motoristas é de R$ 1,3 milhão, referente aos salários em atraso.
Questionados, tanto o Consórcio Guaicurus quanto a Prefeitura de Campo Grande afirmaram não dispor de recursos para efetuar o pagamento imediato, o que inviabilizou qualquer acordo.
Sem solução financeira apresentada e com a categoria mantendo a paralisação, o impasse permanece, agravando os transtornos à população que depende do transporte coletivo na Capital.
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