Segurança / Internacional
Comando militar dos EUA vê PCC e CV como ameaça narcoterrorista no continente
Southcom afirma que classificação das facções como organizações terroristas amplia instrumentos de combate ao narcotráfico na região
09/06/2026
18:00
DA REDAÇÃO
©ILUSTRAÇÃO
O Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos (Southcom) afirmou que a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras amplia a capacidade de ação do governo norte-americano contra o narcotráfico no continente.
A manifestação é a primeira reação pública de um órgão militar dos Estados Unidos após a inclusão das duas facções brasileiras na lista de organizações terroristas estrangeiras. Em nota enviada, o comando militar afirmou que a medida oferece mais instrumentos ao chamado Departamento de Guerra para enfrentar grupos criminosos transnacionais.
Segundo o Southcom, a designação fortalece a atuação dos Estados Unidos para impedir que o Hemisfério Ocidental seja controlado por organizações classificadas como narcoterroristas. O órgão afirmou que grupos responsáveis por exportar drogas e violência para as fronteiras norte-americanas serão alvo de ações de desarticulação.
O comando também destacou que atua com base na Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos, com foco na defesa do território norte-americano, na proteção de parceiros regionais e no enfrentamento ao tráfico internacional de drogas.
Na avaliação do órgão militar, a classificação do PCC e do Comando Vermelho amplia o alcance jurídico e operacional das autoridades norte-americanas contra redes criminosas que atuam na América Latina. A medida também é apresentada como parte de uma estratégia para reduzir o espaço de atuação de grupos considerados hostis aos interesses dos Estados Unidos e de seus aliados na região.
O Southcom afirmou ainda que trabalha para negar espaço de operação a “atores malignos” e seus representantes no continente. A expressão é usada pelo comando para se referir a organizações criminosas, redes de apoio e estruturas associadas ao narcotráfico.
Com a nova classificação, o governo dos Estados Unidos passa a tratar as facções brasileiras dentro de uma lógica de segurança internacional, aproximando o combate ao crime organizado de instrumentos normalmente usados contra grupos terroristas estrangeiros.
Na prática, a decisão pode ampliar medidas de cooperação, rastreamento financeiro, sanções e ações de inteligência contra pessoas, empresas ou redes associadas ao PCC e ao CV. O tema também tende a aumentar a pressão diplomática e policial sobre países da região no enfrentamento ao crime organizado transnacional.
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