Campo Grande (MS), Sexta-feira, 05 de Junho de 2026

Economia / Comércio Exterior

MS registra maior exportação da história até maio e tem superávit de US$ 3,596 bilhões

Estado vendeu US$ 4,68 bilhões ao exterior nos cinco primeiros meses de 2026, puxado por soja, celulose e carne bovina

05/06/2026

08:45

DA REDAÇÃO

©REPRODUÇÃO

Mato Grosso do Sul alcançou o melhor resultado de exportações da série histórica para o período de janeiro a maio. Nos cinco primeiros meses de 2026, as vendas externas do Estado somaram US$ 4,68 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho superou em 6,1% o recorde anterior, registrado em 2023, quando as exportações chegaram a US$ 4,41 bilhões no mesmo intervalo. Em comparação com os cinco primeiros meses de 2025, quando o Estado exportou US$ 4,31 bilhões, o crescimento foi de 8,56%, equivalente a um avanço de US$ 368,9 milhões.

Além do aumento na receita, Mato Grosso do Sul também bateu recorde em volume exportado. Entre janeiro e maio de 2026, os embarques somaram 12,6 milhões de toneladas, contra 10,9 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado. O crescimento foi de 15,81%, consolidando a força do Estado no comércio internacional.

A pauta exportadora segue concentrada em produtos ligados ao agronegócio e à indústria de base florestal. Conforme o MDIC, os cinco principais itens vendidos ao exterior responderam por 79,44% de toda a receita exportada por Mato Grosso do Sul, totalizando US$ 3,718 bilhões.

A soja liderou as exportações, com US$ 1,562 bilhão em receita e participação de 33,4% no total. O produto somou 3,75 milhões de toneladas embarcadas. Em seguida aparece a celulose, com US$ 1,122 bilhão, participação de 24% e volume de 2,57 milhões de toneladas.

As carnes bovinas congeladas ficaram em terceiro lugar, com US$ 694,489 milhões e 115,7 mil toneladas exportadas. Na sequência vieram as carnes bovinas frescas ou refrigeradas, com US$ 197,393 milhões e 29,7 mil toneladas, e o farelo de soja, com US$ 141,973 milhões e 398 mil toneladas.

Somadas, soja e celulose representaram mais da metade das exportações sul-mato-grossenses no período. O resultado reforça o peso da produção rural, da logística de escoamento e da cadeia florestal na geração de receita externa para o Estado.

Do lado das importações, Mato Grosso do Sul comprou US$ 1,083 bilhão em mercadorias entre janeiro e maio de 2026. O valor representa alta de 4,47% em relação ao mesmo período de 2025, quando as importações somaram US$ 1,037 bilhão.

O gás natural liderou a lista de produtos importados, com US$ 305,687 milhões, equivalente a 28,2% do total. O volume adquirido chegou a 1,13 milhão de toneladas. Em seguida aparecem as caldeiras aquatubulares, com US$ 125,851 milhões, e os cátodos de cobre refinado, com US$ 102,841 milhões.

Também estão entre os principais itens importados o álcool etílico não desnaturado, com US$ 73,350 milhões, e as máquinas para empacotar e embalar mercadorias, com US$ 39,856 milhões. Juntos, os cinco produtos responderam por US$ 647,6 milhões, o equivalente a 59,7% das importações do Estado.

Apesar do aumento no valor importado, o volume de compras externas caiu 1,15%, passando de 1,696 milhão de toneladas para 1,676 milhão de toneladas. O dado indica que o Estado importou uma quantidade ligeiramente menor de mercadorias, mas com custo médio mais elevado.

Com US$ 4,68 bilhões em exportações e US$ 1,083 bilhão em importações, Mato Grosso do Sul fechou os cinco primeiros meses de 2026 com superávit de US$ 3,596 bilhões na balança comercial. Na prática, o resultado mostra que o Estado segue vendendo muito mais ao exterior do que compra, sustentado principalmente pela força da soja, da celulose e da carne bovina.


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