Campo Grande (MS), Sexta-feira, 24 de Julho de 2026

Política / Eleições 2026

Riedel mantém apoio a Flávio Bolsonaro apesar da neutralidade de PP e União Brasil

Federação liberou alianças estaduais, e bloco governista de Mato Grosso do Sul seguirá coligado ao PL e ao Republicanos nas eleições

24/07/2026

07:15

DA REDAÇÃO

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A decisão nacional da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, de permanecer neutra na disputa pela Presidência da República não deve alterar a composição política construída em Mato Grosso do Sul. No Estado, o governador Eduardo Riedel (PP) manterá o alinhamento com o PL e o apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Como demonstração dessa aproximação, Riedel deverá participar neste sábado (25), em São Paulo, da convenção nacional do PL que oficializará Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência. O encontro também será utilizado pelo partido para homologar candidaturas aos governos estaduais, ao Senado, à Câmara dos Deputados e às assembleias legislativas.

A Federação União Progressista decidiu não integrar formalmente o palanque presidencial do PL, ao menos neste momento. A orientação, porém, permite que os diretórios estaduais organizem alianças conforme a realidade política de cada unidade da Federação. 

Em Mato Grosso do Sul, a articulação reúne PP, União Brasil, PL, Republicanos e outras legendas em torno do projeto de reeleição de Riedel. A presidente estadual do PP e da federação, senadora Tereza Cristina, afirmou que a posição nacional não interfere nos entendimentos já firmados no Estado.

“A neutralidade da federação na disputa presidencial não altera os acordos já costurados em Mato Grosso do Sul. Não vai afetar em nada. Estaremos coligados com PL, Republicanos e outros mais no nosso estado”, declarou a senadora.

Tereza Cristina chegou a ser procurada para ocupar a vaga de vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, mas recusou a possibilidade. A parlamentar concentra sua estratégia política na disputa pela presidência do Senado Federal, prevista para 2027.

O presidente estadual do PL, ex-governador Reinaldo Azambuja, também confirmou que os diretórios estaduais não estão impedidos de apoiar candidaturas presidenciais, mesmo com a neutralidade definida pela federação.

“Não há uma vedação nos estados e até nacionalmente ainda não está batido o martelo. Muita coisa vai acontecer até o dia 15 de agosto, data final para o registro das candidaturas”, afirmou Azambuja, que também participará da convenção do PL em São Paulo.

A decisão pela neutralidade foi discutida em reunião da direção nacional do Progressistas, em Brasília, conduzida pelo presidente da legenda, senador Ciro Nogueira (PI). O posicionamento foi posteriormente comunicado ao candidato do PL. 

A autonomia concedida aos estados permitirá configurações diferentes pelo País. Em São Paulo, setores da federação tendem a apoiar Flávio Bolsonaro e a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já declarou apoio ao senador. Na Paraíba, a composição estadual deverá permanecer próxima ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Em Mato Grosso do Sul, a manutenção da aliança preserva a estrutura eleitoral montada para a campanha de Riedel e evita que a neutralidade nacional provoque uma divisão entre os partidos que integram sua base política.

 


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