Política / Eleições 2026
Reinaldo Azambuja enfrenta tensão no PL e cobrança por estrutura no Republicanos
Pré-candidatos ameaçam desistir das chapas proporcionais e cobram garantias financeiras antes da convenção partidária
24/07/2026
07:30
INVESTIGA MS
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) terá de administrar conflitos internos em mais de um partido até a convenção da coligação formada em torno de seu projeto político e da reeleição do governador Eduardo Riedel (PP). Além das divergências no próprio PL, o grupo enfrenta insatisfação no Republicanos, onde pré-candidatos cobram estrutura para disputar as eleições.
A situação mais delicada no Republicanos envolve a chapa para deputado federal. Integrantes do partido afirmam que ainda não receberam definições claras sobre recursos, organização de campanha e apoio aos nomes que concorrerão ao lado do deputado federal Beto Pereira, presidente estadual da legenda e candidato à reeleição.
Reinaldo participou diretamente da montagem da chapa do Republicanos. Agora, parte dos pré-candidatos cobra o cumprimento das condições discutidas durante o período de filiações e articulações.
O deputado estadual Roberto Hashioka (Republicanos) chegou a indicar que desistiria da disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados. Depois da repercussão, afirmou que ainda está avaliando questões internas, deixando aberta a possibilidade de permanecer na chapa.
A vereadora Isa Marcondes, que também considera concorrer a deputada federal, pretende conversar com Reinaldo antes da convenção. A definição sobre estrutura política e financeira será determinante para sua decisão.
Entre os integrantes da legenda, há receio de que a chapa seja organizada apenas para ampliar a votação do principal candidato. Os demais nomes afirmam que pretendem disputar uma vaga de forma competitiva e não apenas servir como apoio eleitoral para a reeleição de Beto Pereira.
O coronel Isaías Bittencourt, outro nome cotado para a disputa, confirmou que aguarda uma definição sobre as condições oferecidas pela coligação.
“Estou aguardando definição sobre estrutura”, declarou.
Dentro do PL, Reinaldo ainda não conseguiu encerrar a disputa relacionada à candidatura ao Senado. O deputado federal Marcos Pollon (PL) mantém a intenção de concorrer e aposta em uma possível intervenção da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para modificar a composição defendida pela direção estadual.
Enquanto Pollon não anunciar formalmente sua retirada, a chapa majoritária continuará sem uma definição consensual. O impasse também interfere na organização das candidaturas proporcionais do partido.
O PL trabalhava inicialmente com a meta de eleger três deputados federais, mas as dificuldades para reunir nomes competitivos já levam integrantes da direção a considerar um cenário mais restrito, com possibilidade de conquistar apenas duas cadeiras.
Na tentativa de reforçar a chapa, Reinaldo convidou o deputado estadual Coronel David (PL) para trocar a disputa pela Assembleia Legislativa por uma candidatura à Câmara dos Deputados. Ele ainda não apresentou resposta definitiva.
Assim como ocorre no Republicanos, a disponibilidade de recursos e de estrutura eleitoral deverá pesar na decisão do parlamentar. Até a convenção, Reinaldo precisará equilibrar interesses individuais, reduzir o risco de desistências e preservar a competitividade das chapas que sustentam a coligação governista.
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