Meio Ambiente / Sustentabilidade
Suzano transforma resíduos industriais em fertilizantes e zera envio a aterros em Três Lagoas
Unidade reaproveita resíduos da produção de celulose e abastece mais de 400 produtores rurais em 62 municípios brasileiros
19/05/2026
12:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Suzano, maior produtora mundial de celulose, zerou a destinação de resíduos industriais para aterros em sua unidade de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, ao transformar materiais gerados no processo produtivo em corretivos de solo e fertilizantes orgânicos.
A iniciativa resultou na produção de 280.668 toneladas de corretivos de solo e 46.249 toneladas de fertilizantes orgânicos, insumos que abastecem mais de 400 produtores rurais em 62 municípios brasileiros. Desse total, 15 municípios estão localizados em Mato Grosso do Sul.
De acordo com a empresa, o projeto integra a estratégia de economia circular da companhia, ao reaproveitar resíduos da produção de celulose e reinseri-los na cadeia produtiva. O trabalho é desenvolvido em parceria com a empresa Vida, especializada nesse tipo de solução, e resulta de investimentos feitos há mais de cinco anos na ampliação da Central de Tratamento de Resíduos.
Para Eduardo Ferraz, diretor de Operações Industriais em Três Lagoas, o resultado mostra que é possível conciliar produção em larga escala, eficiência operacional e redução de impactos ambientais.
“Na Suzano, trabalhamos para transformar as árvores que cultivamos em produtos renováveis e cada vez mais sustentáveis. Com investimento em tecnologia, hoje conseguimos reaproveitar integralmente os resíduos da produção de celulose, transformando-os em insumos que retornam ao campo e ao ciclo produtivo. Isso demonstra que é possível operar em larga escala com eficiência e estimular a economia circular, dando uma destinação cada vez mais sustentável aos resíduos”, afirmou Eduardo Ferraz.
Nos últimos anos, mais de 776 mil toneladas de resíduos gerados no processo de produção de celulose foram reaproveitadas e reinseridas na cadeia produtiva. O material passa por tratamento e é convertido em insumos agrícolas aplicados no solo, contribuindo para reduzir impactos ambientais e melhorar o uso dos recursos naturais.
A evolução dos volumes também demonstra o avanço da estratégia. Em 2020, foram produzidas cerca de 36.032 toneladas de produtos agrícolas. Já em 2025, esse volume ultrapassou 67.758 toneladas, um crescimento de quase 90%.
Em Três Lagoas, um dos principais polos da indústria de base florestal do país, a iniciativa também fortalece a cadeia agrícola local. Os insumos produzidos oferecem aos produtores rurais uma alternativa para o manejo do solo, com potencial para otimizar custos e melhorar a produtividade no campo.
“Conseguimos transformar mais de 776 mil toneladas de resíduos que seriam destinados a aterros industriais em corretivos de solo e fertilizantes orgânicos para o setor agrícola. Na prática, isso significa devolver ao campo insumos que apoiam a produção e geram benefícios para as pessoas. Além do ganho ambiental, a iniciativa também contribui para fortalecer empresas parceiras e gerar emprego e renda na região”, completou Eduardo Ferraz.
A Central de Tratamento de Resíduos foi implantada na unidade de Três Lagoas inicialmente para produzir corretivos de solo semelhantes ao calcário, destinados às florestas da própria Suzano. Em 2021, a estrutura foi ampliada e passou a incluir também a produção de fertilizantes orgânicos.
Com os investimentos realizados, a capacidade produtiva da planta de corretivos de solo passou de 2.500 toneladas por mês para 5.000 toneladas mensais. A segunda planta, voltada aos fertilizantes orgânicos, pode produzir até 1.000 toneladas de fertilizantes e 1.500 toneladas de substrato orgânico por mês.
O fertilizante é produzido a partir do processamento de lodos da Estação de Tratamento de Efluentes e de cascas de eucalipto que seriam descartadas. Já os corretivos de solo utilizam resíduos industriais inorgânicos gerados no processamento da celulose, como cal, dregs, grits e cinzas de biomassa.
A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia desenvolve produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável, com atuação nos mercados da América Latina, América do Norte, Europa e Ásia.
Entre os produtos da empresa estão celulose, itens de higiene pessoal, papéis para embalagens, copos, canudos, papéis para imprimir e escrever, além de outras soluções voltadas à substituição de materiais de origem fóssil. No Brasil, a companhia reúne marcas como Neve®, Pólen®, Suzano Report® e Mimmo®.
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