Política / Partidos
Divisão interna no PL de MS expõe disputa sobre aliança com Riedel e permanência de Reinaldo Azambuja
Ala autodenominada “bolsonarista raiz” aposta em possível saída do ex-governador, enquanto direção estadual reafirma acordo com a cúpula nacional
06/02/2026
07:00
INVESTIGA MS
DA REDAÇÃO
A reunião entre o presidente estadual do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, e o presidente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto, reacendeu a disputa interna sobre os rumos partidários no Estado. Embora a direção estadual sustente que o acordo firmado no ano passado, com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro, permanece válido, um grupo dissidente ainda aposta em uma reviravolta.
Segundo Reinaldo Azambuja, o entendimento construído prevê apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) e a definição de dois nomes para a disputa ao Senado, ainda em negociação. O ex-governador afirmou que lideranças nacionais devem dialogar com a ala que resiste à aliança, com o objetivo de assegurar o cumprimento do acordo partidário.
Entretanto, integrantes do grupo contrário à composição afirmam que a reunião em Brasília teve outro tom. De acordo com esse segmento, que se identifica como “bolsonarista raiz”, Reinaldo teria sinalizado à direção nacional que poderia deixar o partido caso o cenário interno não evolua. A eventual saída do ex-governador é vista com expectativa por parte dessa ala, que defende candidaturas próprias ao Governo do Estado e ao Senado.
Reinaldo nega qualquer intenção de deixar o PL e reforça que a relação com a direção nacional segue alinhada. Ele mantém proximidade política com o senador Rogério Marinho, que atuará como coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Conforme relatado pelo dirigente estadual, uma nova reunião deverá ser agendada, desta vez com a presença de Eduardo Riedel e Flávio Bolsonaro, para consolidar a aliança e definir a agenda política no Estado.
Entre os nomes que demonstram insatisfação com o acordo estão o deputado federal Marcos Pollon, o deputado estadual João Henrique Catan, ambos interessados em disputar o Governo, e a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, que pretende concorrer ao Senado.
A disputa interna revela um cenário de tensão no PL sul-mato-grossense, com divergências estratégicas sobre a condução das alianças para as próximas eleições e sobre o protagonismo das lideranças locais no projeto nacional do partido.
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