Economia / Infraestrutura
Ministro Renan Filho vem a MS para evento que marca início de obra ferroviária estratégica para o Vale da Celulose
Ramal em Inocência vai atender futura fábrica da Arauco, com capacidade de 3,5 milhões de toneladas anuais
05/02/2026
17:30
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O ministro dos Transportes, Renan Filho, participa na manhã desta sexta-feira (6) da cerimônia que marca o início das obras de um novo trecho ferroviário em Mato Grosso do Sul, considerado estratégico para o desenvolvimento econômico da região leste do Estado.
O ramal será implantado no município de Inocência, a cerca de 330 quilômetros de Campo Grande, no modelo short line — ferrovia de curta extensão voltada à logística industrial. O trecho terá 47 quilômetros de extensão, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2027.
A nova ferrovia foi projetada para atender à futura fábrica da Arauco, que está em fase de implantação em Inocência. O empreendimento, avaliado em US$ 4,6 bilhões (cerca de R$ 27 bilhões), é considerado o maior projeto de celulose do planeta, consolidando o chamado Vale da Celulose em Mato Grosso do Sul.
A unidade industrial terá capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas anuais de celulose, volume que exigirá uma estrutura logística robusta para escoamento da produção.
Com a conclusão do ramal ferroviário, toda a produção da fábrica será transportada até o pátio da Rumo na Rumo Malha Norte (RMN). A partir daí, os trens seguirão até o Porto de Santos, principal porta de saída para exportações brasileiras.
Os mercados de destino incluem Estados Unidos, Europa e Ásia, reforçando a inserção internacional de Mato Grosso do Sul como polo exportador de produtos florestais e bioindustriais.
Além do ministro Renan Filho, participam do evento o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, além de autoridades estaduais e municipais.
A obra ferroviária é vista como um divisor de águas para a infraestrutura logística do Estado, ampliando a competitividade do setor florestal, reduzindo custos de transporte e fortalecendo Mato Grosso do Sul como referência internacional em bioindústria, inovação e sustentabilidade.
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