Interior / Rio Negro
Chuvas fortes provocam isolamento de comunidades e interditam pontes em Rio Negro
Defesa Civil aponta pontes submersas, rodovias interditadas e decreto de situação de emergência
05/02/2026
06:45
MIDIAMAX
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O município de Rio Negro, a cerca de 140 quilômetros de Campo Grande, enfrenta nesta quinta-feira (5) um cenário de prejuízos severos provocados pelo forte temporal registrado nos últimos dias. De acordo com a Defesa Civil, o volume elevado de chuvas comprometeu pontes, estradas vicinais e rodovias, deixando famílias isoladas, principalmente na área rural.
Entre os pontos mais críticos está a Ponte Nova, que dá acesso a balneários e áreas industriais. A queda da cabeceira acendeu um alerta para riscos de acidentes, e a orientação oficial é para que moradores e trabalhadores evitem a travessia.
Segundo levantamento do município, ao menos seis estruturas ficaram submersas com a elevação do nível do Rio Negro:
Ponte do Rio do Peixe
Região do Huck
Ponte do Córrego Café
Estrada do Licor
Ponte Nova
Trechos de estradas vicinais
As estradas vicinais também sofreram danos expressivos, com alagamentos e erosões, dificultando o tráfego e o acesso a propriedades rurais.
Diante do quadro, a Prefeitura de Rio Negro decretou situação de emergência em razão dos prejuízos materiais causados pelas chuvas. O prefeito Henrique Ezoe informou que o decreto será publicado e que vistorias seguem sendo realizadas em conjunto com a Defesa Civil.
Imagens encaminhadas à imprensa mostram pontes interditadas e submersas, além de áreas residenciais atingidas pela elevação repentina do rio.
O impacto também atinge a malha viária estadual e federal. Um trecho da MS-080, entre Rio Negro e Campo Grande, foi interditado após a represa ultrapassar as margens da pista. A BR-149 também apresenta pontos intransitáveis.
Moradores relatam dificuldades de deslocamento. O trabalhador rural Guido Schmitz informou que o acesso ao município, no momento, ocorre apenas por São Gabriel do Oeste, dependendo das condições do asfalto.
A Defesa Civil mantém monitoramento contínuo das áreas de risco e reforça a orientação para que a população evite áreas alagadas, respeite interdições e acompanhe comunicados oficiais até a normalização do nível dos rios e a recuperação das vias.
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