Política Nacional
Simone Tebet sinaliza preferência pelo Senado e articula para Haddad assumir disputa pelo governo paulista
Ministra admite mudança de domicílio eleitoral e partido, defende nomes ligados a Lula em SP e diz que decisão final caberá ao presidente
05/02/2026
10:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Cotada nos bastidores para disputar o Governo de São Paulo em 2026, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, deixou claro que prioriza uma candidatura ao Senado, mas passou a pressionar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a assumir a cabeça de chapa ao Palácio dos Bandeirantes.
Em declarações recentes, Simone avaliou que os nomes mais competitivos para a disputa estadual são aqueles diretamente associados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ela, Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin reúnem atributos que potencializam a votação da base governista em São Paulo.
“Os melhores nomes para o governo de São Paulo, por conhecerem o Estado e por estarem mais atrelados à figura do presidente Lula, são o Haddad, por ser do PT, e o Alckmin, por ser vice. Esses nomes puxam mais votos”, afirmou a ministra, ressaltando que a condução do processo caberá ao presidente.
Apesar da sinalização pública, Fernando Haddad não demonstra entusiasmo em disputar o governo paulista. O ministro avalia ter acumulado derrotas recentes — para a Prefeitura de São Paulo, para a Presidência da República e para o próprio governo do Estado. Ainda assim, segundo interlocutores do Planalto, ele estaria disposto a aceitar uma candidatura ao Senado, onde avalia ter maiores chances, caso haja um apelo direto de Lula.
A movimentação de Simone ocorre justamente nesse contexto: ao defender Haddad no Executivo estadual, ela abre espaço para viabilizar sua própria candidatura ao Senado, em uma chapa que maximize a competitividade do campo governista.
Nos bastidores, Simone Tebet admite a possibilidade de mudar o domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo e também trocar de partido, deixando o MDB para se filiar ao PSB. A estratégia, no entanto, não prevê uma dobradinha com Haddad ao Senado.
A outra vaga da chapa paulista, segundo avaliações internas, estaria reservada à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que poderia deixar a Rede Sustentabilidade para se filiar ao PT.
No entorno do presidente Lula, há quem avalie que Simone Tebet pode ser um fator surpresa na disputa paulista. Por ser mulher e ocupar uma posição de centro, a ministra poderia ampliar o alcance eleitoral contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Simone reforçou que está à disposição do projeto nacional e que aceitará a definição de Lula, seja para o Senado ou para o governo estadual.
“Já me coloquei à disposição do presidente para disputar o Senado, em Mato Grosso do Sul ou em São Paulo. Estou à disposição do time”, afirmou.
A ministra também minimizou eventuais resistências por não ser paulista de origem, lembrando que Tarcísio de Freitas é carioca e mudou o domicílio eleitoral apenas para disputar o governo.
Com as conversas avançando no Planalto, a expectativa é de que Lula intensifique as negociações com Haddad e Alckmin nas próximas semanas, buscando fechar a equação política considerada estratégica para a eleição no maior colégio eleitoral do país.
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