ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Deputados debatem terceirização dos serviços de segurança patrimonial
17/05/2022
10:25
CHRISTIANE MESQUITA
Na tribuna, o deputado Pedro Kemp iniciou o debate sobre a terceirização da Segurança Patrimonial nas escolas
O tema da audiência pública que aconteceu na semana passada a ser debatido nesta manhã (17) no plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). O deputado estadual Pedro Kemp (PT), falando da terceirização dos serviços de Segurança Patrimonial nas escolas de Mato Grosso do Sul, descreveu a preocupação do Conselho de Diretores da Capital (Condec). “Recebi ofício do Condec que estão se somando, encaminharam apoio pela permanência dos agentes de segurança patrimonial nas escolas, contrários à substituição por trabalhadores terceirizados, pois sabem que há praticamente 20 anos estes servidores estão nas unidades escolares e conhecem os professores, funcionários e alunos, tendo muitas vezes impedido furtos, roubos e entrada de traficantes. Extremamente importantes e da confiança dos gestores da escola”, informou.
No ofício, o Conselho de Diretores da Capital também considera ruim o serviço de terceirização, inclusive para os cofres públicos. “Eles também relatam que o serviço de terceirização não é um bom negócio para o Estado, inclusive sendo mais oneroso, uma empresa deve ser remunerada pelo serviço e ter lucro, ela não fará por caridade a prestação de serviço com funcionários, toda empresa privada visa lucro, e para o Estado sai muito mais caro do que fazer um concurso público para suprir essas vagas”, informou Kemp.
O deputado Pedro Kemp lembrou que a terceirização do Hospital Regional de Ponta Porã trouxe prejuízos a todos. “Tivemos todo tipo de problema, denúncias sobre serviços, sobre desvio de recursos, procedimentos que não agradavam a população. Terceirização não é solução, ainda mais em serviços como esse de segurança da população, de patrimônios públicos. Entre os encaminhamentos da audiência estão o cumprimento da Lei 3093/2005, que organiza a carreira de segurança patrimonial; valorização dos servidores públicos agentes patrimoniais; realizando novos concursos públicos, investindo na qualificação e treinamento dos profissionais; fim imediato da terceirização; e ampliação do sistema de monitoramento eletrônico como forma de aprimorar o serviço profissional”, concluiu.
O deputado Coronel David (PL) concordou com o prejuízo que seria a terceirização dos agentes patrimoniais. “Trago aqui a experiência de um profissional da segurança pública, sabendo que a tecnologia é bem-vinda em vários setores da sociedade, mas na segurança pública ela acaba complementando o trabalho policial e da segurança de uma forma geral, mas nada substitui o trabalho do homem e da mulher profissional de segurança, me junto ao senhor por entender que será um prejuízo para a segurança das nossas escolas”, frisou.

Para o deputado Amarildo Cruz (PT), o tema é muito importante pois fala a proteção ao patrimônio público. “ O patrimônio público precisa ser guardado, essa preocupação deve ser de todos os governos, não temos como substituir o trabalho da pessoa preparada, que presta um concurso, se especializa, por um simples monitoramento, é uma tentativa de economia e de não tratar adequadamente o zelo e a guarda dos prédios públicos”, destacou o parlamentar.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
ALEMS vota cessão de servidores para Comitê Gestor do IBS
Leia Mais
Ação cobra relatórios mensais da intervenção no Consórcio Guaicurus
Leia Mais
Ana Carolina Ali Garcia é nomeada desembargadora do TJMS por Eduardo Riedel
Leia Mais
Cardiopatia congênita atinge até 10 bebês a cada mil nascimentos
Municípios