Política / Eleições 2026
Petistas comparam convenção de Fábio Trad à mobilização que elegeu Zeca em 1998
Lideranças afirmam que participação da militância e clima de confiança lembram o início da campanha que levou o PT ao Governo de Mato Grosso do Sul
27/07/2026
19:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Lideranças e militantes do PT compararam a convenção estadual realizada no domingo (26), em Campo Grande, ao movimento político que antecedeu a vitória de Zeca do PT na eleição para o Governo de Mato Grosso do Sul, em 1998.
O encontro ocorreu no auditório da Fetems e oficializou as candidaturas de Fábio Trad (PT) ao Governo do Estado e de Gilda Maria Gomes dos Santos, a Dona Gilda (PT), ao cargo de vice-governadora.
Durante os discursos, representantes locais e nacionais do partido destacaram a presença da militância, o envolvimento de movimentos sociais e o clima de confiança demonstrado pelos participantes.
A avaliação compartilhada pelas lideranças é de que o ambiente político se aproxima daquele observado no início da campanha de 1998, quando José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, contrariou as projeções eleitorais e chegou ao segundo turno.
Naquele ano, Zeca disputou a eleição contra nomes como Ricardo Bacha (PSDB), apoiado pelo então governador Wilson Barbosa Martins, e o ex-governador Pedro Pedrossian (PTB).
Zeca avançou para o segundo turno contra Bacha e venceu com 61,27% dos votos, o equivalente a 548.040 votos. O candidato do PSDB recebeu 38,73%, somando 346.466 votos.
O deputado federal e candidato ao Senado Vander Loubet (PT) afirmou que a mobilização construída durante as convenções e plenárias teve papel importante na campanha vitoriosa de Zeca.
Segundo ele, o envolvimento da militância ajudou a criar um ambiente de confiança, identificação popular e participação política que se refletiu posteriormente nas urnas.
Também fizeram referências à eleição de 1998 os deputados estaduais Pedro Kemp e Zeca do PT, o ex-ministro Wellington Dias, o secretário-geral nacional do partido, Henrique Fontana, além de dirigentes do PV e do PCdoB.
O presidente do diretório do PT em Campo Grande, Pedro Kemp, afirmou que o partido e os aliados precisam continuar construindo propostas baseadas em justiça social, participação popular e esperança.
“Podemos construir sempre as pontes da esperança, do amor e da justiça. O PT e o campo democrático vêm fazendo isso e vão continuar fazendo. É o recado que nos dá a militância”, declarou.
Durante o evento, Henrique Fontana afirmou que a organização política em Mato Grosso do Sul também teve importância na trajetória nacional do partido, que culminou na primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, em 2002.
“A mobilização do PT e das forças que elegeram Zeca foram muito importantes na construção da caminhada vitoriosa de Lula na disputa pela Presidência em 2002”, afirmou.
Segundo Fontana, o ambiente observado na convenção lembra o período em que o partido começou a conquistar governos estaduais e ampliar sua presença nas administrações públicas.
O ex-ministro Wellington Dias também comparou o encontro ao movimento político que antecedeu outras vitórias petistas.
“Aqui é um retrato do movimento que cresceu e avançou, como aconteceu na eleição de Zeca e dos demais governantes petistas”, declarou.
A candidata a vice-governadora Dona Gilda, que foi primeira-dama do Estado durante os governos de Zeca, afirmou que as pesquisas eleitorais de 1998 não identificaram inicialmente o crescimento da candidatura petista.
Segundo ela, a disputa era tratada como polarizada entre Ricardo Bacha e Pedro Pedrossian, enquanto a campanha de Zeca ganhava força por meio da participação popular.
“Na convenção, demos a arrancada e ela nos deu a certeza que precisávamos confirmar, pois estava muito evidente a ansiedade geral da sociedade por renovação, não de pessoas, mas de prática política e de programas públicos consistentes”, afirmou.
Dona Gilda declarou que percebe atualmente um cenário semelhante, com militantes mobilizados e eleitores buscando mudanças na condução política do Estado.
A senadora Soraya Thronicke (PSB), candidata à reeleição, também participou da convenção e ressaltou o entusiasmo dos apoiadores.
Segundo ela, a mobilização foi marcada pela participação voluntária de militantes e representantes de diferentes setores sociais.
“O chamamento é respondido com adesões espontâneas, voluntárias, sem os esquemas artificiais de mobilização. Contagia e reforça a determinação para fazer o bom combate e sairmos vitoriosos dele”, declarou.
O candidato ao Governo do Estado, Fábio Trad, afirmou que o clima observado na convenção também tem sido percebido durante as viagens realizadas pelos municípios sul-mato-grossenses.
Segundo ele, a pré-campanha já percorreu diferentes regiões e encontrou receptividade entre os moradores.
“Estamos percorrendo todo o Estado. São 79 municípios. E em todos eles há um clima diferente no ar e na acolhida das pessoas à nossa caravana”, afirmou.
Fábio também destacou a presença de mulheres, negros, indígenas, integrantes da comunidade LGBTQIAPN+ e representantes de movimentos populares na convenção.
O candidato afirmou que sua campanha pretende priorizar políticas públicas voltadas à inclusão social e ao enfrentamento das desigualdades.
A convenção estadual homologou as candidaturas de Fábio Trad e Dona Gilda ao Governo do Estado.
Também foi confirmada a candidatura de Vander Loubet ao Senado, com Maria Diogo e Maju Cordeiro como suplentes. A segunda candidatura ao Senado da coligação será da senadora Soraya Thronicke.
O encontro ainda oficializou os nomes que disputarão vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
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