Polícia / Investigação
Empresário alvo da Operação Gutenberg se entrega em delegacia de Campo Grande
Giovanni Jafar compareceu à Depac acompanhado de advogada para cumprir mandado de prisão e terá audiência de custódia nesta quarta-feira
14/07/2026
16:00
DA REDAÇÃO
Giovanni Paroschi Jafar em foto nas redes sociais ©REPRODUÇÃO
O empresário Giovanni Paroschi Jafar se apresentou na tarde desta terça-feira à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), em Campo Grande, para cumprir um mandado de prisão expedido no âmbito da Operação Gutenberg.
A investigação apura a atuação de um suposto grupo criminoso envolvido em fraudes na aquisição de livros paradidáticos por prefeituras de Mato Grosso do Sul.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado após a apresentação, Giovanni Jafar chegou à unidade policial acompanhado da advogada Fabiana Roberta Marinho Varela Trad.
O empresário também entregou uma receita médica e medicamentos que deverão ser administrados durante o período em que permanecer preso, conforme a prescrição apresentada.
A audiência de custódia está prevista para ocorrer nesta quarta-feira, quando a Justiça avaliará a legalidade da prisão e as condições de permanência do investigado sob custódia.
Segundo relatório do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), Giovanni, a mãe, Rossana Paroschi Jafar, e os irmãos Felipe e Olívia seriam os verdadeiros responsáveis pela Editora Avante, registrada oficialmente como Souza e Fanaia.
Para os investigadores, a empresa teria assumido atividades anteriormente desempenhadas pela Gráfica e Editora Alvorada, que foi alvo da Operação Lama Asfáltica na década passada.
A Alvorada pertencia a Mirched Jafar, que morreu em 2021, e a Rossana Paroschi Jafar. A apuração aponta que o modelo de fraude atribuído à antiga empresa teria sido mantido nas operações da Editora Avante.
Ainda conforme o relatório, Rhayane Souza Fanaia, ex-nora de Rossana, aparecia formalmente como responsável pela empresa, mas teria atuado apenas como “testa de ferro”, sem participação efetiva na administração dos negócios.
Giovanni Jafar também aparece como sócio, ao lado do irmão Felipe, da Gráfica e Editora CGR, instalada no mesmo endereço onde anteriormente funcionava a Editora Alvorada.
A investigação sustenta que a empresa recebia valores repassados pela Editora Avante, em movimentações que teriam sido utilizadas para dificultar a identificação dos pagamentos destinados ao grupo familiar.
A Operação Gutenberg busca esclarecer a participação de empresários, intermediários e agentes ligados a contratos públicos para a compra de materiais didáticos em municípios sul-mato-grossenses.
As responsabilidades individuais ainda serão analisadas no decorrer do processo, e os investigados poderão apresentar defesa durante a tramitação das medidas judiciais.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Zé Teixeira propõe cobrança de agressores por despesas médicas de vítimas no SUS
Leia Mais
Gleice Jane aciona MPMS e CNJ após nomes ofensivos contra Lula aparecerem no sistema do TJMS
Leia Mais
Energisa amplia manutenção preventiva e investe R$ 1 bilhão na rede elétrica de MS
Leia Mais
OAB pede a Moraes que libere encontro profissional entre Flávio e Bolsonaro
Municípios