Polícia / Justiça
Bacellar é transferido para presídio federal de segurança máxima em Brasília
Ex-presidente da Alerj está preso desde março e permanecerá separado de outros investigados ligados à Operação Unha e Carne
04/07/2026
11:00
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, foi transferido neste sábado, 4 de julho, para a Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima destinada à custódia de presos considerados de alta periculosidade ou envolvidos em investigações de grande complexidade.
A transferência ocorreu dois dias depois de Bacellar ser alvo de um novo mandado de prisão expedido no âmbito de uma investigação da Polícia Federal. Ele está preso desde 27 de março de 2026, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O processo investiga suspeitas de vazamento de informações sigilosas e tentativa de obstrução de apurações relacionadas ao Comando Vermelho. As autoridades buscam esclarecer a possível atuação de agentes públicos e integrantes de organizações criminosas na proteção de interesses da facção.
Além de Bacellar, também estão custodiados na Penitenciária Federal de Brasília o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado Thiago Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias.
De acordo com informações apuradas sobre a transferência, os três presos serão mantidos em alas separadas e não poderão manter contato entre si. A medida busca impedir comunicação, combinação de versões ou interferência no andamento das investigações.
O novo mandado contra Bacellar foi expedido durante uma etapa recente da Operação Unha e Carne, deflagrada na quinta-feira, 2 de julho. A ação investiga indícios de lavagem de dinheiro em benefício da chamada Máfia do Cigarro.
A apuração está relacionada ao inquérito que investiga o vazamento de informações reservadas para integrantes do Comando Vermelho. O objetivo é identificar a estrutura financeira, política e institucional que teria permitido a atuação de grupos criminosos no Rio de Janeiro.
Nesta fase da operação, também foram alvos de mandados judiciais Adilsinho e o pastor e empresário Márcio Poncio, que foi preso durante o cumprimento das ordens expedidas pela Justiça.
Apontado pelas investigações como uma das principais lideranças da Máfia do Cigarro, Adilsinho permaneceu foragido por aproximadamente 20 anos.
Ele foi preso em 26 de fevereiro de 2026, em uma residência localizada em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Posteriormente, foi transferido para o sistema penitenciário federal.
A organização atribuída ao contraventor é investigada por controlar a distribuição de cigarros ilegais e falsificados em diversas cidades fluminenses, além de movimentar recursos por meio de esquemas de lavagem de dinheiro.
Com a transferência de Bacellar, a Polícia Federal e o STF reforçam as medidas de isolamento dos principais investigados. As apurações continuam para identificar possíveis conexões entre agentes públicos, organizações criminosas e estruturas financeiras utilizadas para ocultar valores e dificultar o avanço das investigações.
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