Campo Grande (MS), Sexta-feira, 03 de Julho de 2026

Cidades / Acidente

Queda de avião em Campo Grande mata piloto e pesquisadora alemã que seguia para o Pantanal

Henrique Martins e Lydia Theresia Möcklinghoff morreram após aeronave cair perto do Aeroporto Santa Maria; pesquisadora estudava tamanduás

03/07/2026

11:30

DA REDAÇÃO

©REPRODUÇÃO/IA

A queda de uma aeronave na manhã desta sexta-feira (3), em Campo Grande, matou o piloto Henrique Martins e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff. O acidente ocorreu na região do Aeroporto Santa Maria, na saída para Três Lagoas, pouco depois da decolagem.

A aeronave seguia para Aquidauana, a cerca de 141 quilômetros da Capital, em direção ao Pantanal, onde Lydia desenvolvia uma pesquisa sobre tamanduás. Ela tinha mestrado em Zoologia pela Universidade de Würzburgo, na Alemanha. A pesquisadora havia saído do Rio de Janeiro na quinta-feira, dormiu em Campo Grande e embarcou pela manhã para a região pantaneira.

Os destroços foram encontrados em uma área de mata, do lado direito da pista, nas proximidades do Condomínio Atlântico. A localização foi feita por um funcionário de hangar, que fazia buscas a pé desde as primeiras horas da manhã.

Piloto Henrique Martins morreu em acidente aéreo nesta sexta-feira ©REPRODUÇAO

Nas redes sociais, o perfil de Henrique Martins mostrava a ligação dele com a aviação. As publicações reuniam vídeos de voos por Mato Grosso do Sul, incluindo o Pantanal, além de registros em outras cidades brasileiras. O piloto também compartilhava imagens da esposa e da filha.

Amigo do piloto, Clauss Ferracini Mendonça, morador de Araçatuba (SP) e ex-proprietário de hangar em Campo Grande, lamentou a morte de Henrique. Segundo ele, o piloto era dedicado e tinha preparo técnico para a atividade.

“Recebi com muita tristeza a notícia do falecimento do Henrique. Ele voou comigo e me ajudou em procedimentos. Era um profissional capacitado, voava por instrumentos e amava o que fazia”, afirmou.

Clauss contou ainda que Henrique construiu a trajetória na aviação com esforço e apoio da família. Antes de atuar na empresa Amapil, onde estava havia cerca de um mês, o piloto foi instrutor em escola de aviação. Segundo o amigo, ele também trabalhou na limpeza de aeronaves e chegou a participar de ações para uma loja voltada ao setor aeronáutico.

 Lydia Theresia Möcklinghoff seguia para o Pantanal ©REPRODUÇÃO

Conforme consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave de matrícula PT-WYQ consta como modelo Neiva EMB-810D, fabricada em 1983, com situação normal.

O Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) estava válido até 4 de junho de 2027. O registro também indica que o avião estava autorizado para voo IFR noturno, modalidade em que a navegação pode ser feita com apoio dos instrumentos da aeronave, inclusive durante a noite.

Ainda segundo o cadastro, não havia gravame registrado, ou seja, não constava restrição financeira ou jurídica sobre a aeronave.

As causas da queda ainda serão investigadas. Equipes de segurança e órgãos ligados à aviação devem apurar as circunstâncias do acidente, incluindo as condições no momento da decolagem, a rota prevista e eventuais fatores técnicos ou climáticos.

 


 


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