Campo Grande (MS), Quarta-feira, 24 de Junho de 2026

Política / Luto

Marcelo Miranda é velado na Assembleia com bandeira de MS sobre o caixão

Corpo do ex-governador chegou ao Palácio Guaicurus às 8h12; sepultamento será às 15h, no Jardim das Palmeiras

24/06/2026

08:30

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

O corpo do ex-governador de Mato Grosso do Sul e ex-prefeito de Campo Grande, Marcelo Miranda, começou a ser velado na manhã desta quarta-feira, 24 de junho de 2026, na sede da Assembleia Legislativa, em Campo Grande. A cerimônia ocorre no saguão do Palácio Guaicurus, é aberta ao público e segue até as 14h.

O caixão chegou à Assembleia às 8h12, conduzido por militares, e foi colocado no saguão principal, em frente à Galeria dos Presidentes da Casa de Leis. Coberto pela bandeira de Mato Grosso do Sul, o espaço recebeu homenagens de familiares, autoridades, parlamentares e instituições.

O sepultamento está previsto para as 15h, no Cemitério Jardim das Palmeiras, também em Campo Grande. Ao redor do salão, cerca de 30 coroas de flores foram distribuídas, reforçando o clima de despedida a uma das principais figuras da história política do Estado.

Entre os primeiros presentes estavam familiares do ex-governador, incluindo o filho Paulo Cançado. Também compareceram os deputados estaduais Zé Teixeira, do PL, Antônio Vaz, do Republicanos, João Henrique Catan, do Novo, e Pedro Pedrossian Neto, do Republicanos.

As homenagens florais foram enviadas por representantes da família, parlamentares, instituições e integrantes do poder público. Entre elas, estavam mensagens do governador Eduardo Riedel, do PP, da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, do PP, do deputado estadual Lídio Lopes, do Avante, e do secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André de Moura Brandão.

Também enviaram homenagens a Associação Beneficente dos Renais Crônicos, os deputados estaduais Londres Machado, do PP, Mara Caseiro, do PL, e João César Mattogrosso, do PSDB, além da senadora Tereza Cristina, do PP.

A Assembleia Legislativa decretou luto oficial de três dias pela morte de Marcelo Miranda e manteve as bandeiras hasteadas a meio-mastro. Em razão do velório, a sessão ordinária desta quarta-feira foi suspensa. O governador Eduardo Riedel também decretou luto oficial de três dias em todo o Estado.

Marcelo Miranda morreu na manhã de terça-feira, 23 de junho, aos 87 anos. De acordo com a família, ele estava internado havia cerca de 20 dias em um hospital particular da Capital, onde tratava uma pneumonia. O ex-governador também enfrentava problemas cardíacos e renais e morreu em decorrência de falência múltipla de órgãos.

Natural de Uberaba, em Minas Gerais, e formado em Engenharia, Marcelo Miranda chegou à região sul do antigo Mato Grosso para trabalhar na construção da Usina Hidrelétrica de Jupiá, entre Três Lagoas e Castilho, em São Paulo. Depois, ingressou no Departamento de Estradas de Rodagem, o DER, onde participou da implantação de aproximadamente 4,5 mil quilômetros de estradas vicinais.

A carreira política começou na década de 1970, após convite de Pedro Pedrossian e Levy Dias para disputar a Prefeitura de Campo Grande. Ele foi eleito prefeito em 1976 e comandou a Capital antes de assumir, três anos depois, o governo do recém-criado Mato Grosso do Sul.

No primeiro período à frente do Estado, Marcelo Miranda participou da estruturação administrativa de Mato Grosso do Sul. Durante sua gestão, nove distritos foram elevados à categoria de município: Bodoquena, Costa Rica, Douradina, Itaquiraí, São Gabriel do Oeste, Selvíria, Sete Quedas, Tacuru e Taquarussu.

Em 1982, foi eleito senador da República. Quatro anos depois, voltou ao comando do Executivo estadual ao vencer a eleição para governador. Mais tarde, entre 2003 e 2012, exerceu seu último cargo público como superintendente regional do Dnit, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, em Mato Grosso do Sul.

A despedida no Palácio Guaicurus simboliza o reconhecimento a uma trajetória ligada à formação institucional, à infraestrutura e à política sul-mato-grossense. Para familiares, autoridades e pessoas que acompanharam sua vida pública, Marcelo Miranda deixa um legado diretamente associado aos primeiros capítulos da história administrativa de Mato Grosso do Sul.


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