Campo Grande (MS), Terça-feira, 14 de Abril de 2026

Economia / Energia

Reajuste da luz em MS entra em impasse na Aneel e aumento previsto chega a 12,11%

Agência manteve em discussão a proposta de alta para consumidores da Energisa, mas decisão final foi adiada após pedido de destaque na diretoria

14/04/2026

14:30

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

A conta de energia elétrica em Mato Grosso do Sul caminha para um novo aumento, mas a definição oficial ainda ficou em aberto nesta terça-feira, 14 de abril de 2026. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve em análise a proposta de reajuste médio de 12,11% para os clientes da Energisa MS, porém a deliberação final acabou adiada após um pedido de destaque apresentado pelo diretor-geral Sandoval Feitosa. Com isso, o processo deve voltar à pauta da agência no dia 22 de abril.

Mesmo com o adiamento, os percentuais que estão no processo já indicam o tamanho do impacto previsto. A proposta em discussão aponta aumento médio de 12,11%, sendo 12,39% para consumidores de alta tensão e 11,98% para os de baixa tensão, grupo que inclui residências e pequenos comércios. Em uma etapa anterior, o índice projetado era de 12,61%, mas houve redução após ajustes no cálculo tarifário.

A tentativa de aliviar o reajuste partiu de articulação do Ministério de Minas e Energia, que buscou reduzir o impacto da correção. Segundo os registros do processo, a saída encontrada foi o diferimento de cerca de R$ 21 milhões, mecanismo aceito pela concessionária e incorporado pela área técnica. Na prática, isso diminui parte da pressão agora, mas transfere esse custo para os próximos ciclos tarifários, com atualização financeira.

O reajuste anual segue as regras do contrato de concessão e considera itens que compõem a tarifa, como compra de energia, encargos setoriais e uso do sistema de transmissão. A própria Aneel registra no processo que uma parcela relevante desses custos não permanece com a distribuidora e é apenas repassada ao consumidor.

O tamanho do aumento chama atenção porque fica muito acima do reajuste aplicado no ano passado, que foi de 1,33%, e também supera com folga a inflação acumulada no período. O percentual em análise também recoloca a tarifa de energia entre os principais fatores de pressão sobre o orçamento das famílias e das empresas no Estado.

No caso de Mato Grosso do Sul, a concessão da Energisa MS atende cerca de 1,15 milhão de unidades consumidoras em 74 municípios, o que amplia o alcance da medida e torna o reajuste relevante tanto para o uso residencial quanto para o setor produtivo.

Um ponto importante é que, neste momento, o cenário mais correto não é dizer que o reajuste já foi definitivamente homologado. O que existe, até agora, é uma proposta de aumento de 12,11% mantida no processo, mas com a decisão final da Aneel empurrada para a próxima reunião da diretoria.

Se você quiser, eu posso fazer também uma segunda versão com tom mais forte de impacto no bolso do consumidor, ainda mantendo o texto jornalístico e técnico.


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