Política / Justiça
PF decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono do cargo de escrivão
Processo administrativo foi concluído após faltas consecutivas do ex-deputado, que permanece nos Estados Unidos; decisão depende de publicação do Ministério da Justiça.
21/07/2026
12:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO/IA
A Polícia Federal concluiu o processo administrativo disciplinar contra Eduardo Bolsonaro (PL) e decidiu pela demissão do ex-deputado do cargo de escrivão da corporação por abandono de função. O procedimento foi finalizado em junho, após a apuração de faltas consecutivas e sem justificativa.
O próximo passo será o envio do processo ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, responsável pela análise formal e pela publicação do ato de demissão. Conforme as informações divulgadas, a decisão de mérito já foi tomada pela PF, restando a conclusão dos trâmites administrativos.
Eduardo vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Depois de perder o mandato parlamentar, ele deveria retornar ao cargo efetivo de escrivão da Polícia Federal, do qual estava licenciado durante sua atuação na Câmara dos Deputados. A perda do mandato foi declarada pela Mesa Diretora da Casa.
No início de janeiro de 2026, a PF determinou que Eduardo reassumisse imediatamente suas funções. Ele estava vinculado à unidade da corporação em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, mas não compareceu ao local de trabalho.
Diante da ausência, a Polícia Federal instaurou o processo disciplinar em 27 de janeiro. Pelas regras aplicáveis ao funcionalismo público, faltas injustificadas durante mais de 30 dias consecutivos podem caracterizar abandono de cargo e resultar em demissão.
Em março, Eduardo foi citado por edital após ser considerado em local incerto para fins administrativos e recebeu prazo para apresentar defesa. O processo prosseguiu até a conclusão pela comissão disciplinar.
O corregedor regional da PF no Rio de Janeiro também determinou o afastamento preventivo do ex-deputado e a devolução da carteira funcional e da arma de fogo vinculadas ao cargo.
Eduardo sustenta que permanece nos Estados Unidos por considerar que sofre perseguição política e judicial no Brasil. Mesmo fora do país, ele continuava formalmente integrante dos quadros da Polícia Federal enquanto o processo administrativo estava em andamento.
A situação funcional ficou insustentável após o fim do mandato parlamentar, uma vez que o cargo de escrivão exige atuação presencial e não poderia ser exercido remotamente.
Com a publicação do ato pelo Ministério da Justiça, Eduardo deverá perder definitivamente o vínculo com a corporação. A medida é administrativa e ocorre de forma independente dos processos criminais enfrentados pelo ex-deputado.
No mês passado, ele foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo relacionado à tentativa de golpe de Estado. A decisão também estabeleceu consequências sobre seus direitos políticos.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Eduardo Bolsonaro acusa Michelle de “imaturidade” após exposição de crise no PL
Leia Mais
Reforma agrária de MS vira referência nacional com aproveitamento de áreas em assentamentos
Leia Mais
Lab Cassems inaugura nova unidade exclusiva em Três Lagoas
Leia Mais
Flávio chega à convenção do PL sem vice e sob críticas de partidos do centrão
Municípios