Política Nacional
Oposição reage a veto de Lula ao PL da Dosimetria e articula derrubada no Congresso
Líderes do PL acusam presidente de agir por vingança e anunciam mobilização para reverter decisão
08/01/2026
13:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Líderes da oposição intensificaram as críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o veto integral ao Projeto de Lei da Dosimetria, assinado nesta quinta-feira (8). A decisão levou parlamentares do PL a iniciarem articulações para derrubar o veto em sessão conjunta do Congresso Nacional.
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, classificou o veto como uma “prova de ódio” do presidente e da esquerda contra os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Lula sabe que esse veto será derrubado na primeira sessão do Congresso”, afirmou o parlamentar, que aposta na formação de maioria entre deputados e senadores para reverter a decisão presidencial.
A líder da minoria na Câmara, Carol De Toni, convocou publicamente uma mobilização para coletar assinaturas favoráveis à derrubada do veto.
“Precisamos da assinatura da maioria dos deputados e senadores”, escreveu a deputada em publicação nas redes sociais, reforçando o esforço da oposição para unificar votos.
O ex-ministro do Trabalho e da Previdência Social no governo Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, destacou que Lula escolheu 8 de janeiro de 2026 — data que marca três anos dos atos antidemocráticos na Praça dos Três Poderes — para vetar o projeto.
“Não foi por acaso. Foi calculado. Foi cruel. É a assinatura de um governo que não governa pela lei, mas pela vingança”, escreveu Onyx, em tom duro contra o Planalto.
O PL da Dosimetria previa mudanças nas regras de aplicação das penas por crimes contra o Estado Democrático de Direito e poderia beneficiar Jair Bolsonaro, atualmente condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, em decisão do Supremo Tribunal Federal.
No Senado, o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), também criticou o veto. Em nota, o ex-ministro de Bolsonaro afirmou que o governo Lula carece de espírito conciliador.
“Falta-lhes a grandeza que tiveram líderes da história do Brasil, capazes de reconciliar o país por meio de sucessivas anistias em momentos muito mais graves”, declarou Marinho.
Para que o veto presidencial seja derrubado, a oposição precisará reunir 257 votos na Câmara dos Deputados e 41 votos no Senado Federal. A articulação já começou e deve ganhar intensidade nas próximas semanas, ampliando o embate político entre governo e oposição em torno da responsabilização pelos atos golpistas.
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