Campo Grande (MS), Sexta-feira, 09 de Janeiro de 2026

Política Nacional

Lula afirma que democracia é uma obra em construção e precisa ser defendida diariamente

Em ato no Planalto sobre os três anos do 8 de Janeiro, presidente diz que democracia não é conquista inabalável

08/01/2026

12:00

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

Ao relembrar os três anos da tentativa de golpe de Estado, ocorrida em janeiro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (8), que a democracia brasileira não é uma conquista definitiva e precisa ser constantemente protegida.

Ela será sempre uma obra em construção, sujeita ao permanente assédio de velhos e novos candidatos a ditadores. Por isso, a democracia precisa ser zelada com carinho e defendida com unhas e dentes, dia após dia”, declarou o presidente durante ato oficial no Palácio do Planalto.

Democracia além do voto

No discurso, Lula ressaltou que a democracia vai além do direito ao voto e exige participação ativa da sociedade nas decisões do Estado.

“É mais do que o desejo e o direito de votar no dia da decisão e depois guardar o título de eleitor pelos próximos quatro anos. A democracia requer a participação efetiva da sociedade nas decisões de governo”, afirmou.

Segundo o presidente, fortalecer a democracia passa pela construção de um país mais justo e menos desigual, com mais direitos e menos privilégios, reforçando o papel das políticas públicas e da inclusão social.

Julgamento dos golpistas como prova de vigor institucional

Lula destacou ainda que uma das maiores demonstrações da força do regime democrático brasileiro é o julgamento dos envolvidos nos atos golpistas.

“Talvez a prova mais contundente do vigor da democracia brasileira seja o julgamento dos golpistas pelo STF”, afirmou, em referência ao Supremo Tribunal Federal.

Veto ao PL da Dosimetria

Mais cedo, o presidente vetou integralmente o Projeto de Lei nº 2.162/2023, conhecido como PL da Dosimetria, aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro. A proposta previa a redução das penas de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado.

Ao justificar o veto, Lula defendeu a atuação do Judiciário:

“Todos eles tiveram amplo direito de defesa, foram julgados com transparência e imparcialidade. E, ao final do julgamento, condenados com base em provas robustas, e não com ilegalidades em série, meras convicções ou ‘powerpoints fajutos’”, declarou.

O discurso reforçou a posição do governo federal de defesa intransigente do Estado Democrático de Direito e de rejeição a qualquer iniciativa que possa relativizar a responsabilização pelos ataques às instituições.


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