Campo Grande (MS), Quinta-feira, 08 de Janeiro de 2026

Economia / Tributos

Contribuintes lotam Central do Cidadão em Campo Grande para contestar aumento do IPTU

Filas, espera prolongada e dificuldades no atendimento marcam busca por revisão do imposto neste início de ano

07/01/2026

10:30

CGN

DA REDAÇÃO

Central de Atendimento tem manhã lotada de contribuintes (Foto: Raíssa Rojas)

A Central de Atendimento do Cidadão, em Campo Grande, voltou a registrar movimento intenso nesta quarta-feira, com filas longas, horas de espera e inúmeros contribuintes em busca de revisão dos valores do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). O cenário é impulsionado por reajustes considerados elevados, não entrega dos carnês e instabilidade nos serviços online, levando moradores a recorrerem ao atendimento presencial.

Aumento e falta de informação preocupam moradores

Entre os relatos está o da nutricionista Cristiane Laís Rodrigues da Silva, de 37 anos, moradora do bairro Rita Vieira. Ela afirmou que não recebeu o carnê após mudança de endereço e encontrou o site fora do ar ao tentar emitir o boleto. Em 2023, o IPTU foi de cerca de R$ 1.200; para este ano, o valor parcelado pode chegar a R$ 1.700.

“Vim checar principalmente a taxa de coleta, para ver se está correta”, disse Cristiane, que depende da aposentadoria da mãe (um salário mínimo) para sustentar a casa, já que cuida de duas crianças com deficiência.

Saltos expressivos no valor do imposto

Situação semelhante vive a professora Lucimar Maria Santos, de 47 anos. O IPTU do imóvel saltou de R$ 890 para R$ 1.666. Na semana passada, ela aguardou atendimento das 10h às 16h50 sem conseguir resolver a pendência.

“Hoje espero sair pelo menos até às duas da tarde”, afirmou, relatando ainda desconforto no local, com ar-condicionado desligado e senhas altas.

O marido, o músico José Augusto Nogueira Santos, de 57 anos, acredita que o aumento pode estar ligado a obra não finalizada no imóvel, localizado na Vila Sobrinho.

“A gente quer saber se é isso mesmo, porque normalmente pagamos à vista e não tivemos opção de desconto”, explicou.

Insegurança e cobranças retroativas

O segurança Marildo Belini da Costa, de 61 anos, aproveitou o dia de folga para resolver a situação. Em 2023, o IPTU do terreno no Taquaral Bosque foi de R$ 56. Sem receber o carnê, preferiu ir pessoalmente.

“Não consigo ver pela internet, preciso de mais segurança”, disse. O imóvel está em nome da mãe falecida, com regularização judicial em andamento.

Já o aposentado Cícero Gomes da Silva, de 72 anos, morador do bairro Centenário, relatou cobrança retroativa mesmo sendo isento desde 2019. Segundo ele, há débitos de 2021 a 2024, somando R$ 5.598.

“Quando eu vi esse valor, assustei. Minha renda é um salário mínimo”, afirmou. Além do IPTU, ele arca com condomínio (R$ 250), prestação do apartamento (R$ 550), água e luz. Após passar por três guichês, deixou o local sem solução no dia anterior.

Impacto no atendimento

Os relatos apontam sobrecarga no atendimento, falta de informações claras e dificuldades de acesso digital, fatores que ampliam a procura presencial e geram insatisfação entre os contribuintes.


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