Política / Justiça
Deputado Pedro Kemp avalia que condenação de Bolsonaro enfraquecerá bolsonarismo em 2026
Parlamentar petista afirma que julgamento no STF reforça funcionamento das instituições e serve de exemplo contra saídas autoritárias
01/09/2025
12:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O deputado estadual Pedro Kemp (PT-MS) acredita que uma eventual condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no julgamento da trama golpista de 8 de janeiro de 2023 deve enfraquecer o bolsonarismo nas eleições de 2026. Para o parlamentar, além da perda de força política, o campo da direita já enfrenta concorrência interna de ao menos quatro presidenciáveis: Tarcísio de Freitas (Republicanos), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Ratinho Júnior (PSD).
“Acho que, com a provável condenação do ex-presidente, o bolsonarismo perde força nas próximas eleições, com várias candidaturas neste espectro político disputando o seu espólio”, afirmou Kemp.
O julgamento da 1ª Turma do STF está marcado para começar nesta terça-feira (2/9). Kemp considera o processo uma oportunidade para o Brasil reafirmar ao mundo a força de suas instituições democráticas:
“O Brasil não pode mais conviver com tentativas de golpe e ameaças às instituições democráticas. Espero que o julgamento de Bolsonaro e do núcleo crucial do golpe resulte em condenação e sirva de exemplo para futuras gerações de que não vale a pena apostar em saídas autoritárias. Nosso país é uma potência econômica e exerce liderança internacional pela respeitabilidade conquistada pelo presidente Lula. Precisamos dizer ao mundo que nossas instituições funcionam e a justiça prevalece.”
Bolsonaro, 38º presidente do Brasil, é réu ao lado de outros sete aliados, acusados pelos crimes de:
Organização criminosa armada
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Golpe de Estado
Dano qualificado com violência e grave ameaça
Deterioração de patrimônio tombado da União
O ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, hoje deputado federal, teve parte das acusações suspensas e responde a três crimes: golpe de Estado, organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Também são réus:
Almir Garnier – ex-comandante da Marinha
Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF
Augusto Heleno – ex-ministro do GSI
Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa
Walter Braga Netto – ex-ministro e candidato a vice em 2022
Mauro Cid – ex-ajudante de ordens da Presidência
O julgamento, que pode resultar na prisão do ex-presidente e de generais, é considerado inédito desde a redemocratização do país. A 1ª Turma do STF é composta pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin, Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia, com cinco sessões agendadas: 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.
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