Cultura / História
Série documental sobre o Caminho de Peabiru estreia em Campo Grande e revela rota milenar entre o Atlântico e o Pacífico
Produção da Dakila Pesquisas traz descobertas arqueológicas inéditas e promete impulsionar turismo científico e histórico no Brasil
21/05/2025
14:00
DA REDAÇÃO
Urandir Fernandes de Oliveira, presidente de Dakila Pesquisas, em trabalho de campo
Nesta quarta-feira (21), Campo Grande será palco da estreia nacional da série documental “Caminho do Peabiru – O legado que o tempo escondeu”, produção da Dakila Pesquisas em parceria com o projeto Brasil Primitivo. O evento de lançamento acontece às 19h no Buffet Ondara Master, reunindo pesquisadores, autoridades e representantes do setor cultural e turístico.
Com base em descobertas arqueológicas inéditas, a série apresenta vestígios milenares, geoglifos e estruturas de pedra que reforçam a teoria da existência de uma rota ancestral transcontinental ligando o oceano Atlântico ao Pacífico.
“O Caminho de Peabiru pode impulsionar o desenvolvimento sustentável das comunidades ao longo da trilha, com turismo científico, histórico e de aventura”, afirma Urandir Fernandes de Oliveira, CEO da Dakila Pesquisas e produtor da série.
Gravada em regiões de difícil acesso como os Campos do Quiriri e Garuva (SC), a série utilizou helicópteros, LiDAR, GPR e drones para mapear os trechos da trilha sem necessidade de escavações, mantendo a integridade ambiental. A primeira temporada tem quatro episódios, com imagens exclusivas que prometem recontar a história do continente americano sob uma nova perspectiva.
Com registros históricos que remontam de 3 mil a 12 mil anos, o Caminho de Peabiru é uma antiga rota terrestre que ligava o litoral brasileiro às cordilheiras dos Andes, cruzando os atuais territórios de Brasil, Paraguai, Bolívia e Peru. Trechos da trilha — ainda preservados — podem ser encontrados em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio de Janeiro e na Amazônia.
Apelidado de “Estrada dos Incas” ou “Caminho do Imperador”, o Peabiru também possui possíveis conexões com civilizações do Líbano, Turquia e Europa, segundo relatos e pesquisas históricas.
A Dakila já planeja novas temporadas da série, com foco nos estados que integram o traçado histórico, iniciando pelo Mato Grosso do Sul, sede da instituição. A proposta é transformar o Caminho de Peabiru em patrimônio cultural e rota de turismo sustentável, com apoio institucional e parcerias governamentais — como a já firmada com o governo de São Paulo.
“Remapear o Caminho do Peabiru é preservar o passado e criar oportunidades para o futuro, unindo cultura, inovação e sustentabilidade”, afirma Urandir.
Com sede em Corguinho (MS) e mais de 30 anos de atuação, a Dakila desenvolve projetos nas áreas de arqueologia, história, genética, astronomia, geografia, tecnologia e meio ambiente. Com mais de 800 mil associados e presença internacional, a instituição é referência em pesquisa científica multidisciplinar e realiza seus projetos sem uso de recursos públicos, com modelo autossustentável.
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