Empreendedorismo / Economia
Mães empreendedoras conciliam maternidade e negócios com apoio dos filhos em Campo Grande
Histórias mostram como laços familiares impulsionam empresas locais e fortalecem a economia com base na confiança
11/05/2025
08:00
OE
DA REDAÇÃO
Neste Dia Das Mães, Adriana, Gisela e Vera compartilham sobre privilégio de trabalhar ao lado dos filhos ©Roberta Martins
O Dia das Mães é também uma oportunidade para celebrar histórias inspiradoras de mulheres que alinham maternidade com empreendedorismo. Em Campo Grande (MS), mães transformaram o elo afetivo com os filhos em parcerias comerciais bem-sucedidas, movimentando a economia local com criatividade, afeto e união.
Para Gisela Nantes D’Ávila, trabalhar ao lado da filha, Elza D’Ávila, é mais do que rotina — é parceria baseada na confiança. A dupla começou a empreender juntas em 2020, produzindo ovos de Páscoa artesanais. O sucesso incentivou a criação de novas sobremesas para outras datas comemorativas.
“Sempre fazemos tudo juntas. Gostamos de trabalhar lado a lado porque nos conhecemos e confiamos uma na outra”, afirma Gisela.
Em 2021, Elza abriu uma loja de roupas e manteve a mãe como principal parceira de negócios. Juntas, fazem compras, escolhem peças e compartilham as vendas.
“É um presente de Deus trabalhar ao lado dela. Tenho uma filha de ouro, bem responsável”, destaca a empresária.

Há 14 anos na Feira Central de Campo Grande, a empresária Adriana Martins comanda a tradicional Pamonharia da Adriana. Ao lado dos filhos, Matheus (19) e Thiago (16), ela compartilha funções e garante a renda da família.
“Começamos em 2005 com a venda de pamonhas e hoje trabalhamos juntos aos sábados na Feira Central. A escolha de unir a família foi gratificante”, afirma Adriana.

Após se aposentar, Vera Lúcia Britez Insfran decidiu empreender e encontrou no filho Willian Britez, médico veterinário, o parceiro ideal para dar vida ao Vera’s Bar, inaugurado em 2020 na Avenida Bom Pastor.
“Desde a ideia até a execução, meu filho esteve ao meu lado. Trabalhar com ele me dá segurança e reconforto”, afirma Vera.
Com mais de 30 anos como bancária, Vera encontrou no novo negócio um recomeço profissional e familiar.
“Sair da minha zona de conforto me ensinou muito. O apoio do meu filho e do meu marido foi essencial. Estamos construindo algo juntos, como família e como marca”, completa.
Segundo o IBGE, cerca de 90% das empresas no Brasil têm perfil familiar, respondendo por 75% da força de trabalho e contribuindo com mais da metade do PIB nacional. Em Mato Grosso do Sul, histórias como as de Gisela, Adriana e Vera revelam que o empreendedorismo materno-familiar é mais do que uma alternativa de renda — é um legado afetivo e econômico.
Por Suzi Jarde
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