Política / Assembleia Legislativa
Deputada Gleice Jane procura a Polícia Federal para investigar ameaça de morte recebida por WhatsApp
Parlamentar denuncia violência política de gênero, cobra apuração como crime político e recebe apoio de colegas na ALEMS
09/12/2025
10:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A deputada estadual Gleice Jane (PT) procurou, na manhã desta terça-feira (9), a Polícia Federal para solicitar a investigação da ameaça de morte que recebeu por mensagem de WhatsApp. O caso já havia sido registrado em boletim de ocorrência na Polícia Civil no último domingo, data em que as ameaças ocorreram.
A parlamentar também levou o assunto à tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), onde classificou o episódio como violência política de gênero e alertou para a tentativa de silenciamento de mulheres na política.
Durante o pronunciamento, Gleice Jane afirmou que o ataque não é um fato isolado e que reflete um cenário nacional:
“Não é normal a misoginia no espaço político. O que aconteceu comigo já vimos acontecer com vereadoras, prefeitas, sempre com a intenção de amedrontar, xingar e fazer com que a gente silencie.”
Segundo ela, a ida à Superintendência da Polícia Federal ocorreu porque o caso envolve crime político:
“Porque trata de crime político, envolve política, exigimos que seja apurado o crime. Não é porque sou parlamentar, mas porque sou mulher. Esse tipo de ameaça reforça que precisamos nos unir contra essa misoginia.”
A deputada também fez um desabafo sobre a resistência ao protagonismo feminino:
“Costumo dizer que estamos aqui de atrevidas. Somos só três mulheres entre 24 deputados, mas a política precisa de nós. Não é sobre mim, é sobre nós.”
Diversos parlamentares manifestaram apoio à deputada durante a sessão.
O deputado Pedro Kemp (PT) condenou as agressões:
“Não se pode admitir de forma alguma agressão e ameaça. Vivemos falhas no protocolo de atendimento que resultam na morte de mulheres.”
A deputada Lia Nogueira (PSDB) destacou a baixa representatividade feminina:
“Esta é apenas a segunda legislatura com três mulheres. Precisamos romper bolhas e avançar. O que vemos hoje é barbárie.”
O ex-governador e deputado Zeca do PT relatou que também recebe ameaças e reforçou solidariedade:
“Não se intimide. O objetivo deles é intimidar.”
Já o deputado Rinaldo Modesto (PSDB) defendeu medidas mais duras:
“Precisamos ser contra qualquer tipo de afronta e trabalhar com educação e leis rígidas.”
O presidente da Casa, Paulo Corrêa (PSDB), afirmou que a deputada agiu corretamente:
“A senhora fez certo em registrar ocorrência. Isso é caso de polícia.”
Com o registro simultâneo na Polícia Civil e na Polícia Federal, o caso passa a ser tratado também sob o enfoque de crime político e violência de gênero, ampliando o escopo das investigações.
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