Infraestrutura / Desenvolvimento
Ponte Bioceânica entra na fase final e se aproxima da ligação definitiva entre Brasil e Paraguai
Estrutura sobre o Rio Paraguai consolida a Rota Bioceânica e promete transformar logística, economia e turismo na região
29/01/2026
08:30
DA REDAÇÃO
A apenas 118 metros da conclusão, Ponte Bioceânica avança para unir Atlântico e Pacífico ©Mopc-PY
A Ponte Bioceânica, obra estratégica da Rota Bioceânica de Capricórnio, está em sua fase final de construção. Faltam apenas 118 metros do trecho central para a ligação definitiva entre as margens do Rio Paraguai, conectando as cidades de Porto Murtinho (Brasil) e Carmelo Peralta (Paraguai).
Nesta semana, o avanço foi marcado pelo lançamento do concreto do segmento 13, etapa decisiva que aproxima a conclusão total da estrutura. Com isso, a ponte se consolida como um dos maiores símbolos de integração física e econômica entre os países sul-americanos.
A Ponte Bioceânica será um eixo fundamental para a conexão logística entre o Brasil, o Paraguai, a Argentina e o Chile, criando um corredor terrestre que ligará os portos do Atlântico aos do Pacífico. A expectativa é de redução significativa no tempo e nos custos de transporte, beneficiando o comércio exterior, o agronegócio, a indústria e a circulação de mercadorias.
O empreendimento é financiado pela Itaipu Binacional – Paraguai, reforçando o caráter estratégico da obra para o desenvolvimento regional e a integração entre os países.
Além dos ganhos econômicos, a ponte também é vista como um vetor de integração cultural, social e turística. A nova ligação deve impulsionar o turismo em Porto Murtinho, no sudoeste de Mato Grosso do Sul, e em Carmelo Peralta, ampliando o fluxo de visitantes e criando novas oportunidades de negócios e serviços.
A obra representa uma mudança estrutural na forma como pessoas e cargas se deslocam pela região, consolidando um novo eixo de desenvolvimento para o interior do continente.
Com cerca de 1.300 metros de extensão sobre o Rio Paraguai, a Ponte Bioceânica contará com:
Duas faixas de rolamento, uma em cada sentido;
Acostamentos, com possibilidade de conversão em faixas adicionais no futuro;
Calçadas para pedestres e ciclistas;
Vias de acesso urbano e calçadão à beira-rio, integrando a ponte à malha urbana.
A concepção da obra prioriza não apenas a fluidez do tráfego internacional, mas também a integração urbana e regional, reforçando o papel da ponte como um marco histórico e estratégico para a América do Sul.
Com apenas 118 metros restantes, a Ponte Bioceânica se aproxima de concluir uma união histórica, abrindo caminho para uma nova dinâmica econômica, logística e social entre dois oceanos e vários países.
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