Política / Eleições 2026
Haddad afirma que deixará o governo Lula em fevereiro, mas não define data exata
Ministro da Fazenda diz que presidente já foi informado e admite pressão do PT para disputar eleições
29/01/2026
07:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quinta-feira (29) que deixará o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no mês de fevereiro. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Acorda, Metrópoles, apresentado pelo colunista Igor Gadelha e pela jornalista Natália André.
Haddad, no entanto, evitou cravar uma data específica para a saída. Segundo ele, a definição depende de alinhamento com o presidente da República.
“Eu não posso dar uma data sem combinar com o presidente, mas ele está informado que deixo o governo em fevereiro, com certeza”, afirmou o ministro.
A declaração ocorre em meio a pressões internas do PT para que Haddad dispute as eleições deste ano. Na quarta-feira (28), a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendeu publicamente que o titular da Fazenda seja candidato por São Paulo, afirmando que o campo progressista precisa “escalar seus melhores quadros” para enfrentar a extrema direita nos estados.
Atualmente, Haddad é considerado a principal aposta do PT para disputar o governo de São Paulo ou até uma vaga no Senado. O principal entrave, porém, é a resistência do próprio ministro, que já manifestou o desejo de se afastar da linha de frente da política eleitoral.
Apesar de ter declarado anteriormente que prefere atuar nos bastidores da campanha de Lula, Haddad reconheceu que ainda não há uma decisão final sobre seu futuro político. Segundo relatos, o presidente Lula tem conversado com o ministro e tenta convencê-lo a entrar na disputa eleitoral de outubro.
Aliados avaliam que a combinação entre pressão partidária, cenário eleitoral em São Paulo e o peso político de Haddad pode levá-lo a rever seus planos nas próximas semanas.
Antes de deixar o cargo, Haddad ainda acompanhará o presidente Lula em viagem oficial à Índia, prevista para ocorrer entre 19 e 21 de fevereiro, após o Carnaval, em Nova Delhi.
Sobre a sucessão no Ministério da Fazenda, Haddad saiu em defesa do secretário-executivo Dario Durigan, alvo de críticas de setores do PT. Embora não tenha confirmado se ele é o favorito para assumir a pasta, destacou a qualificação técnica e a atuação de seu principal auxiliar.
Durante a entrevista, Haddad também comentou a polêmica envolvendo o Banco Master e as críticas à atuação do Banco Central. O ministro negou qualquer demora na apuração do caso.
“É atividade da Polícia Federal, que tem autonomia e atribuição para ir até as últimas consequências. O Banco Central saneia a questão das finanças”, afirmou.
A saída de Haddad do governo Lula em fevereiro abre espaço para rearranjos políticos e econômicos no início do ano eleitoral, com impacto direto tanto na condução da política econômica quanto na estratégia do PT para 2026.
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