Política / Justiça
Camila Jara denuncia Bolsonaro e Eduardo por crimes militares e ameaça à soberania nacional
Deputada afirma que atuação dos dois junto a Trump prejudica o Brasil e configura provocação internacional
11/07/2025
22:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
A deputada federal Camila Jara (PT-MS) protocolou nesta semana uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por possíveis crimes militares e por ações consideradas uma ameaça à soberania nacional.
O documento foi assinado também pelos deputados Dorinaldo Malafaia (PDT-AP), Duarte Jr (PSB-MA) e Duda Salabert (PDT-MG), e acusa os parlamentares de articular pressões internacionais contra o Brasil, culminando na decisão do presidente norte-americano Donald Trump de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, a partir de 1º de agosto.
A representação cita artigos do Código Penal Militar e do Código Penal Comum, apontando possíveis delitos como:
Provocação a país estrangeiro
Entendimento para provocar conflito internacional
Tentar submeter o Brasil à influência ou dominação de nação estrangeira
“É inadmissível que pessoas usufruam do Estado para prejudicar o Brasil, especialmente políticos que se diziam patriotas. Essa tarifa imposta por Trump é uma afronta ao Judiciário e ao povo brasileiro”, declarou Camila Jara.
Segundo os parlamentares, Bolsonaro e Eduardo teriam estimulado sanções internacionais, apoiando ações de brasileiros no exterior contra o Supremo Tribunal Federal (STF), fato que teria influenciado Trump a retaliar o país por meio de barreiras comerciais.
“Bolsonaro, que se autoproclamava defensor da pátria, está sacrificando o agronegócio e setores estratégicos por interesses pessoais e políticos”, acrescentou a deputada sul-mato-grossense.
O grupo de deputados também encaminhou ofício ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), cobrando uma resposta diplomática oficial do governo brasileiro frente à ameaça tarifária, considerada por eles como uma interferência direta nos assuntos internos do país.
A medida, segundo os parlamentares, representa um ataque à soberania nacional, com efeitos negativos sobre a economia, exportações e poder de compra das famílias brasileiras.
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