Mundo / Política
Trump quer lançar Gianni Infantino ao comando da ONU, afirma jornal dos EUA
Presidente norte-americano considera dirigente da Fifa capaz de unir diferentes países, mas eventual candidatura depende de indicação formal e apoio internacional
22/07/2026
09:30
DA REDAÇÃO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o presidente da Fifa, Fianni Infantino na entrega do troféu da Copa do Mundo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer apoiar o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A informação foi publicada pelo jornal norte-americano New York Post, com base no relato de uma fonte próxima ao governo dos EUA.
Segundo a publicação, Trump considera o dirigente ítalo-suíço, de 56 anos, uma figura respeitada internacionalmente e com capacidade para aproximar governos e diferentes setores. Até o momento, porém, não há confirmação de que Infantino pretenda disputar o comando da organização.
A Casa Branca e a Fifa não apresentaram posicionamento público confirmando as articulações relatadas pelo jornal. Infantino também não integra atualmente a lista oficial de candidatos divulgada pelas Nações Unidas.
O próximo secretário-geral será escolhido para substituir o português António Guterres, cujo segundo mandato termina no fim de 2026.
Pelas regras da ONU, os candidatos precisam ser formalmente indicados por um país ou por um grupo de Estados-membros. Depois, o nome deve receber a recomendação do Conselho de Segurança e ser confirmado pela Assembleia Geral.
O Conselho de Segurança possui 15 integrantes. Entre eles, Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido são membros permanentes e têm poder de veto, o que torna necessária uma ampla negociação diplomática.
O processo de sucessão foi aberto formalmente em novembro de 2025. Os candidatos já indicados participaram de diálogos públicos promovidos pela Assembleia Geral, e o Conselho de Segurança começou a analisar as candidaturas em maio.
A eventual movimentação em direção à ONU também entraria em conflito com os planos anunciados recentemente pelo próprio dirigente.
Durante o 76º Congresso da Fifa, realizado em maio, Infantino comunicou às 211 associações filiadas que pretende concorrer novamente à presidência da entidade em 2027. Ele ocupa o cargo desde 2016.
Infantino assumiu o comando da Fifa após a saída de Joseph Blatter, em meio à crise provocada por investigações de corrupção na entidade. O dirigente foi reeleito sem adversários em 2019 e 2023.
Embora tenha anunciado a intenção de permanecer na federação internacional, ainda não está claro se uma possível candidatura à ONU alteraria seus planos.
A proximidade entre Trump e Infantino aumentou durante a organização da Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, Canadá e México.
O dirigente da Fifa manteve contato frequente com a administração norte-americana durante os preparativos do torneio e apareceu ao lado do presidente em diferentes eventos esportivos e institucionais.
A relação também provocou críticas devido à aproximação entre a direção da Fifa e o governo norte-americano. Entre os episódios citados pela imprensa internacional estão a entrega a Trump do primeiro Prêmio da Paz da Fifa e questionamentos sobre interferências políticas em decisões ligadas ao Mundial.
Mesmo com o apoio de Trump, Infantino precisaria ser oficialmente indicado por um Estado-membro e participar do processo conduzido pelas Nações Unidas.
A lista pública da ONU reúne atualmente nomes indicados por países da América Latina, do Caribe e de outras regiões. Entre os candidatos estão Rafael Mariano Grossi, Rebeca Grynspan, María Fernanda Espinosa, Carolyn Rodrigues Birkett e Macky Sall.
O apoio dos Estados Unidos teria peso relevante, mas não garantiria a escolha. A nomeação dependeria da ausência de veto entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e da posterior aprovação pela Assembleia Geral.
Por enquanto, a possibilidade permanece no campo das articulações políticas divulgadas pela imprensa. Infantino continua na presidência da Fifa e mantém publicamente o plano de buscar um novo mandato na entidade esportiva.
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