Política / Previdência Social
Wolney Queiroz assume Ministério da Previdência após saída de Lupi em meio a escândalo no INSS
Ex-deputado federal e secretário-executivo da pasta, Queiroz foi escolhido por Lula após crise causada por fraudes que desviaram até R$ 6,3 bilhões
02/05/2025
17:00
DA REDAÇÃO
Deputado federal Wolney Queiroz (PDT-PE) — Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados/Divulgação
O ex-deputado federal Wolney Queiroz será o novo ministro da Previdência Social, conforme anunciou nesta sexta-feira (2) o Palácio do Planalto. Ele assume o cargo no lugar de Carlos Lupi, que pediu demissão após o avanço das investigações sobre um esquema bilionário de fraudes nos benefícios do INSS.
Wolney Queiroz exercia até então a função de secretário-executivo do ministério, considerado o segundo cargo mais importante da pasta. A exoneração de Lupi e a nomeação de Queiroz serão publicadas em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) ainda hoje, segundo informou o governo.
Natural de Caruaru (PE), Wolney Queiroz Maciel é filiado ao PDT, mesmo partido presidido por Carlos Lupi, e exerceu seis mandatos consecutivos como deputado federal por Pernambuco entre 1995 e 2022. No último mandato, liderou o bloco de oposição ao governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados.
Em 2022, tentou a reeleição, mas não obteve êxito nas urnas. Mesmo assim, assumiu o cargo de número dois do Ministério da Previdência no atual governo, e agora será promovido ao comando da pasta.
Com experiência legislativa e alinhamento ao campo progressista, Wolney terá o desafio de reconstruir a credibilidade da pasta, abalada pelo escândalo que envolveu o INSS.
A crise que levou à saída de Lupi envolve um esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS, operado por associações e sindicatos que cadastravam aposentados sem autorização, utilizando assinaturas falsas.
A Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), estima que entre 2019 e 2024, o prejuízo causado pelo esquema chegue a R$ 6,3 bilhões.
A fraude teve início durante o governo Jair Bolsonaro;
Foram afastados o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e cinco servidores públicos;
Seis pessoas ligadas a uma associação de Sergipe foram presas;
Foram apreendidos carros de luxo (incluindo uma Ferrari), joias, dinheiro em espécie e quadros valiosos.
A PF aponta o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, como principal operador do esquema. Ele é sócio de 22 empresas registradas no mesmo endereço, em Taguatinga (DF).
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