Atos de 8 de Janeiro
PF prende condenado por furtar réplica da Constituição durante ataques de 8 de janeiro
Marcelo Fernandes Lima foi capturado em Minas Gerais após condenação a 17 anos por participação em atos golpistas; ele também deverá pagar indenização de R$ 30 milhões
21/03/2025
13:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
A Polícia Federal prendeu na tarde de quinta-feira (20), em São Lourenço (MG), o designer e empresário Marcelo Fernandes Lima, de 52 anos, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 17 anos de prisão por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Entre os crimes cometidos, está o furto de uma réplica da Constituição Federal de 1988 no interior do Palácio do Planalto.
A prisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, em 11 de fevereiro, e contou com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais.
De acordo com a Polícia Federal, Marcelo era considerado foragido desde a sentença condenatória, mas a defesa nega a condição de foragido, alegando que ele cumpria liberdade provisória com uso de tornozeleira eletrônica há 1 ano e 3 meses. A informação foi confirmada pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG), que registrou a monitoração eletrônica entre 20 de dezembro de 2022 e 20 de março de 2024.
A prisão ocorreu na casa do condenado, que passou por atendimento médico padrão e foi encaminhado à delegacia da Polícia Civil. Ele foi posteriormente transferido para o Presídio de São Lourenço, onde permanece à disposição da Justiça.
Marcelo Fernandes Lima foi condenado por cinco crimes previstos no Código Penal e legislação especial:
Além da pena de prisão, ele também foi condenado, de forma solidária com outros envolvidos, ao pagamento de uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.
O episódio mais simbólico da participação de Marcelo nos ataques foi o furto de uma réplica da Constituição Federal de 1988, símbolo máximo da democracia brasileira, exibido como "troféu" nas redes sociais durante a invasão dos Três Poderes.
A imagem viralizou e se tornou um dos símbolos da tentativa de ruptura institucional que marcou os eventos do dia 8 de janeiro de 2023.
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