Política / Eleições 2026
Hashioka desiste da Câmara e pressiona chapa federal do Republicanos em MS
Saída reduz o potencial de votos da legenda, que trabalha para eleger até dois deputados federais nas eleições de 2026
23/07/2026
07:00
INVESTIGA MS
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O deputado estadual Roberto Hashioka (Republicanos) desistiu de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições deste ano. A decisão foi comunicada ao governador Eduardo Riedel (PP) e altera a estratégia montada pelo partido para ampliar sua representação federal por Mato Grosso do Sul.
Hashioka havia anunciado que não tentaria a reeleição para a Assembleia Legislativa. O plano era concorrer a deputado federal, enquanto sua esposa, a ex-deputada Dione Hashioka, buscaria retornar ao Parlamento estadual.
Para viabilizar o projeto, o parlamentar deixou o União Brasil e se filiou ao Republicanos durante a janela partidária. Nos últimos dias, porém, já havia sinais de que ele poderia abandonar a disputa pela Câmara.
A desistência enfraquece a composição federal do Republicanos, que trabalha com a possibilidade de conquistar até duas cadeiras em Brasília. Entre os principais nomes da chapa estão o deputado federal Beto Pereira, os vereadores Isa Marcondes e Neto Santos, além do ex-secretário de Desenvolvimento Jaime Verruck.
Sem Hashioka, o partido perde um candidato com mandato, estrutura política e base eleitoral consolidada no interior. A ausência também dificulta a meta de alcançar cerca de 250 mil votos, desempenho considerado necessário pela legenda para tentar eleger dois deputados federais.
O Republicanos não havia conquistado cadeira própria na eleição anterior, mas passou a ter representação na Câmara após a filiação de Beto Pereira, que também assumiu o comando estadual da sigla.
A mudança obriga o partido a recalcular a distribuição de candidaturas, reforçar nomes já confirmados e buscar novos quadros capazes de compensar os votos que eram projetados para Hashioka. O impacto da desistência também poderá influenciar a formação das chapas proporcionais e as negociações da base governista em Mato Grosso do Sul.
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