Política / Administração
Henrique Budke contrata empréstimo de R$ 20 milhões após retornar à Prefeitura de Terenos
Financiamento com o Banco do Brasil terá vigência até 2036 e poderá custear obras, aquisição de bens e outras despesas de capital do município
22/07/2026
14:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O prefeito de Terenos, Henrique Budke (PSDB), contratou um financiamento de R$ 20 milhões com o Banco do Brasil menos de um mês após reassumir o comando do Executivo municipal. O tucano retornou ao cargo no fim de junho, depois de permanecer afastado por aproximadamente nove meses em razão das investigações da Operação Spotless.
O extrato do contrato foi publicado na terça-feira, 21 de julho, no Diário Oficial da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul). Conforme o documento, o financiamento terá vigência entre 14 de julho de 2026 e 14 de julho de 2036.
Os recursos deverão ser destinados ao custeio de despesas de capital previstas no Plano Plurianual (PPA), na Lei Orçamentária Anual de 2026 e nos exercícios seguintes do município.
Esse tipo de despesa pode incluir investimentos em obras públicas, compra de imóveis, aquisição de máquinas e equipamentos, além da amortização de dívidas.
Budke reassumiu a Prefeitura de Terenos após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar o afastamento determinado no âmbito da Operação Spotless.
Durante o período em que permaneceu fora do cargo, o município foi administrado interinamente pelo vice-prefeito Arlindo Landolfi (Republicanos).
Mesmo de volta ao Executivo, Henrique Budke continua submetido a medidas cautelares. O prefeito utiliza tornozeleira eletrônica, está impedido de manter contato com outros investigados e não pode firmar contratos com empresas relacionadas ao caso.
A Operação Spotless foi deflagrada em setembro de 2025 pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc).
Na investigação, Budke foi preso e indiciado sob suspeita de liderar um esquema de corrupção envolvendo contratos de obras públicas no município. As apurações também atingiram empresários e o vereador Arnaldo Glagau (PSD).
As suspeitas envolvem o possível desvio de milhões de reais por meio de contratos firmados pela administração municipal. O caso ainda tramita nos órgãos responsáveis, sem conclusão definitiva sobre a responsabilidade dos investigados.
A operação teve origem em apurações iniciadas anteriormente pela Operação Velatus, deflagrada em 2024.
Na ocasião, o ex-secretário municipal de Obras Isaac Cardoso Bisneto foi preso durante as investigações relacionadas a contratos e serviços executados pela prefeitura.
Com o novo financiamento, a administração de Terenos amplia sua capacidade de investimento para os próximos anos. O contrato, no entanto, também cria uma obrigação financeira de longo prazo para o município, com vencimento previsto apenas em 2036.
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