Justiça / Política
Moraes libera depoimento de Bolsonaro em prisão domiciliar sobre arma apreendida em blitz
Ex-presidente será ouvido pela Polícia Civil após arma registrada em seu nome ser encontrada com agente de segurança em Brasília
22/06/2026
07:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que a Polícia Civil do Distrito Federal colha o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, em sua residência, onde ele cumpre prisão domiciliar. A oitiva está marcada para terça-feira, 23 de junho, e faz parte da investigação sobre uma arma apreendida durante uma blitz em Brasília.
O armamento está registrado em nome de Bolsonaro e foi encontrado no dia 15 de junho com um militar do Gabinete de Segurança Institucional, o GSI, responsável por atuar na segurança do ex-presidente durante o cumprimento da prisão domiciliar. O agente foi abordado em uma fiscalização de trânsito e apresentou a versão de que levava a arma para conserto a pedido de Bolsonaro.
Segundo a investigação, a arma estava sem o certificado de registro no momento da abordagem. O documento, conforme apurado, está vinculado ao nome do ex-presidente, o que levou a Polícia Civil a pedir autorização ao STF para ouvi-lo formalmente sobre o caso.
A decisão de Alexandre de Moraes permite que os investigadores questionem Bolsonaro sobre a origem da solicitação, as circunstâncias do transporte da arma e o motivo alegado para o conserto. A apuração também busca esclarecer se houve alguma irregularidade no deslocamento do armamento sem a documentação exigida.
O depoimento ocorre em meio ao acompanhamento judicial das condições impostas ao ex-presidente durante a prisão domiciliar. Para os investigadores, as explicações de Bolsonaro são consideradas necessárias para definir se o caso ficará restrito a uma falha administrativa ou se poderá gerar novos desdobramentos na esfera policial e judicial.
Com a autorização, a Polícia Civil deverá ouvir o ex-presidente em casa, sem deslocamento até uma delegacia. Após a oitiva, as informações serão incorporadas ao inquérito que apura as circunstâncias da apreensão da arma em Brasília.
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