Política / Eleições 2026
Família Bolsonaro mantém apoio a Pollon e amplia impasse do PL sobre Senado em MS
Definição da segunda vaga na chapa ao Senado segue travada, apesar de pesquisas internas indicarem vantagem de Capitão Contar
15/06/2026
06:45
INVESTIGA MS
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO/IA
A escolha do PL para a segunda vaga ao Senado em Mato Grosso do Sul segue sem definição e virou um dos principais pontos de tensão dentro do partido. Enquanto o presidente estadual da legenda, Reinaldo Azambuja, já é tratado como nome garantido na disputa, a outra candidatura continua em aberto e expõe o conflito entre critérios eleitorais e a preferência atribuída à família Bolsonaro.
Nos bastidores, Capitão Contar aparece como nome competitivo em levantamentos internos, mas pode perder espaço diante da articulação em favor do deputado federal Marcos Pollon. A ex-primeira-dama Michele Bolsonaro tem reafirmado a lideranças políticas que conversam com ela que Pollon seria “a escolha do presidente Jair Bolsonaro” para Mato Grosso do Sul.
A posição da família Bolsonaro dificulta o acordo que vinha sendo costurado pelo comando nacional do partido. O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, teria prometido espaço a Capitão Contar e tentado construir uma solução com apoio de Flávio Bolsonaro, mas a conversa ainda não foi suficiente para mudar o cenário.
A resistência ocorre mesmo após Reinaldo Azambuja defender que a escolha seja feita com base em pesquisas. Na semana passada, em entrevista na Capital, o ex-governador afirmou que foram concluídos levantamentos dos institutos Paraná Pesquisas e Quaest para orientar a decisão sobre a segunda vaga. Segundo ele, esse critério teria sido combinado na presença de Jair Bolsonaro.
Ao comentar a posição de Michele Bolsonaro, Reinaldo disse que o critério pode até ser alterado, mas que isso precisaria ser comunicado de forma clara aos envolvidos. A fala indica que o partido ainda tenta evitar um rompimento interno ou uma escolha que produza desgaste maior entre os pré-candidatos.
No mesmo evento, Capitão Contar afirmou que Bolsonaro teria prometido apoio a quatro nomes: Reinaldo Azambuja, Marcos Pollon, Gianni Nogueira e ele próprio. Para Contar, diante desse cenário, a alternativa mais justa seria definir a vaga por desempenho em pesquisa.
Enquanto a decisão não sai, Marcos Pollon tem usado as redes sociais para reforçar a versão de que é o nome escolhido por Bolsonaro. O deputado também tem exibido uma carta atribuída ao ex-presidente, escrita durante o período de prisão, na qual aparece como indicado para representar o grupo político em Mato Grosso do Sul.
A indefinição coloca o PL diante de uma escolha delicada. De um lado, há o argumento de que pesquisas deveriam orientar a montagem da chapa. De outro, pesa a tentativa de manter alinhamento com a família Bolsonaro, que ainda exerce influência direta sobre a base bolsonarista no Estado.
O impasse pode afetar a organização da direita para a disputa ao Senado em 2026. A decisão final terá impacto direto na formação de alianças, na mobilização da militância e na capacidade do partido de chegar unido ao período eleitoral em Mato Grosso do Sul.
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