Política / Instituições
Flávio Kayatt deve disputar recondução ao comando do TCE-MS como candidato de consenso
Articulação entre conselheiros indica chapa única para manter atual presidente no comando da Corte de Contas em novo mandato
01/06/2026
07:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
As movimentações internas no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) indicam que o conselheiro Flávio Esgaib Kayatt deve disputar a recondução à presidência da Corte em uma candidatura de consenso.
A eleição está prevista para 18 de dezembro, mas as conversas entre os conselheiros já avançaram nos bastidores. A tendência é de que Kayatt, atual presidente do Tribunal, concorra sem adversários e permaneça à frente do órgão por mais um mandato.
Inicialmente, havia expectativa de que os conselheiros Sérgio de Paula e Marcio Monteiro pudessem entrar na disputa pela presidência. No entanto, o entendimento predominante entre os integrantes da Corte é de que a continuidade da atual gestão pode garantir estabilidade administrativa e sequência aos projetos em andamento.
Recém-empossado como conselheiro, Sérgio de Paula teria avaliado que ainda não possui tempo suficiente no cargo para pleitear a presidência do Tribunal. Já Marcio Monteiro considera que a permanência de Flávio Kayatt no comando do TCE-MS representa um caminho de continuidade institucional.
A definição oficial sobre a composição da chapa deve ocorrer em julho, com antecedência em relação à eleição marcada para 18 de dezembro. Até lá, a expectativa é de que o acordo seja consolidado em torno do atual presidente, evitando uma disputa interna.
Flávio Kayatt assumiu a presidência do TCE-MS em 1º de fevereiro de 2025, depois de ter sido eleito em sessão realizada em 18 de dezembro de 2024. Na ocasião, a chapa vencedora também contou com Jerson Domingos como vice-presidente e Marcio Monteiro como corregedor-geral para o biênio 2025-2026.
O mandato atual de Kayatt vai até 31 de janeiro de 2027, quando se encerra oficialmente o biênio da atual administração. Caso a recondução seja confirmada, o conselheiro ampliará sua permanência no comando administrativo do órgão responsável por fiscalizar as contas públicas estaduais e municipais.
Mesmo após deixar a presidência, Kayatt continuará integrando o colegiado do Tribunal na condição de conselheiro, com participação nos julgamentos, análises técnicas e atividades de controle externo exercidas pela Corte de Contas.
Procurado, o atual presidente não quis comentar as articulações sobre sua permanência no cargo. Fontes ouvidas nos bastidores, porém, afirmam que o acordo para a continuidade da atual gestão já estaria alinhado.
O clima de consenso em torno da possível recondução contrasta com o cenário da sucessão anterior. Na eleição passada, a disputa chegou a envolver articulações entre Flávio Kayatt e o então conselheiro Jerson Domingos, que tinha interesse em continuar na presidência.
Após negociações internas, prevaleceu a formação de uma chapa unificada. O acordo costurado em 2024 evitou confronto direto nas urnas e garantiu a eleição de Kayatt para a presidência, com Jerson Domingos na vice-presidência e Marcio Monteiro na Corregedoria-Geral.
Agora, o mesmo movimento de composição interna deve se repetir, com a construção de uma candidatura única para manter Flávio Kayatt no comando do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul.
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